‘Coletivo Protetor’ condena a matança de cães anunciada em Puno, no Peru

‘Coletivo Protetor’ condena a matança de cães anunciada em Puno, no Peru

Tradução de Ana Lidia

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Assim que a Municipalidade da Província de Puno, pelo funcionário Felipe Larico Fernández, tornou pública a decisão de eliminar mais de 900 cachorros de rua (em estado de abandono), o “Coletivo pelos Direitos dos Animais de Puno” condenou a atitude.

“Não nos opomos ao sacrifício (eutanásia) de animais que estejam infectados, porém exigimos que isto seja feito respeitando as normas legais vigentes e a saúde pública”, assinalaram por meio de nota à imprensa que chegou à redação deste matutino.

O “coletivo protetor de animais” lembrou que, de acordo com a norma vigente, especificamente, a Lei que regula o regime jurídico de cães e o artigo 450-A do Código Penal, é proibida a eliminação de animais utilizando veneno na comida.

Tais normas exigem que o animal que apresente sinais de raiva canina (não a espécie de raiva de qualquer outro animal) seja capturado e, na sequencia, posto sob observação por 10 (dez) dias no canil municipal para, então, em caso de comprovado estar infectado, seja sacrificado com métodos que minimizem a dor.

Além disso, apontaram que “minar” a cidade com comidas envenenadas significada envenenar nossas ruas, parques, bem como colocar em risco potencial a saúde de nossas famílias e nossos animais de estimação.

Fonte: Los Andes 

Nota do Olhar Animal: O extermínio de animais para controle da raiva, além de uma aberração ética, uma violência inominável, é tecnicamente errado. Funcionários incompetentes e de moral rasa dos órgão sanitários, inclusive no Brasil, continuam usando este “método” que a Organização Mundial de Saúde já indicou ser equivocado há mais de duas décadas. “Método” entre aspas, porque o termo pode iludir a sociedade de que há alguma fundamentação científica neste procedimento criminoso, quando na verdade é resultado da desinformação, do despreparo, do comodismo, do desinteresse pela vida dos animais e mesmo pela vida humana, já que não produz resultado algum em relação ao controle da doença.

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