Colômbia: Bogotá busca controlar população de pombas com medidas contraceptivas

Colômbia: Bogotá busca controlar população de pombas com medidas contraceptivas

O distrito anunciou uma estratégia de controle onde pretende frear a população de pombas através de medidas anticoncepcionais e de supervisão dos ninhos.

Tradução de Nelson Paim

Os três problemas que este projeto pretende abarcar são os danos à infraestrutura da capital e do patrimônio cultural, a saúde pública e os maus-tratos a estes animais.

A respeito disso, Clara Lucia Sandoval, gerente de proteção e bem-estar animal do distrito, foi quem explicou os detalhes da iniciativa:

Do que trata o projeto?

Dentro do plano de desenvolvimento estabelecemos 15 ações de proteção animal, entre as quais está o controle da população de pombas em Bogotá, já que é importante tomar medidas a respeito por razões de saúde pública, infraestrutura e patrimônio.

Nós queremos que as pombas possam voltar a seu habitat e a seu entorno na cidade. Entre estas ações se pensa em fazer pombais onde se possam trocar os ovos atuais por outros ovos, que não são reais, para diminuir a população. Também se pretende fazer melhorias na infraestrutura dos lugares para que elas não possam criar ninhos.

Empreenderemos ações de educação aos cidadãos para que estes não lhes distribuam alimentos, porque estamos trazendo as pombas para um ambiente que elas não pertencem. Em termos de alimentação, queremos colocar contraceptivos introduzidos na alimentação.

Estamos pensando em várias ideias para poder unir ações entre as prefeituras locais. A ideia é poder diminuir a população de pombas em diferentes zonas da cidade, protegendo também a vida destes animais.

Quais são os setores principais mais afetados pelas pombas?

Mais do que tudo nas praças e parques. A Praça Bolívar é um exemplo muito claro do que está acontecendo, pois ali vêm muitos turistas e cidadãos que lhes dão alimentos, o que faz com que cada vez mais e mais pombas venham a estes lugares.

Vocês possuem uma cifra de quantas pombas poderiam existir em Bogotá?

Não temos uma cifra de quantas pombas existem em Bogotá e não vamos investir em um estudo para identificar este número, cabe identificar os lugares onde estão e poder iniciar um trabalho.

Alguns têm pedido que se faça um estudo ou censo, mas acredito que todos os recursos seriam gastos neste levantamento. Não possuímos dados de quantos cães e gatos existem e muito menos temos um censo de pombas.

Onde começariam a trabalhar?

A ideia é iniciar pelo centro de Bogotá.

O que farão para que a prática de alimentar pombas seja reduzida?

O que vamos fazer primeiro é uma ação de educação muito grande para que as pessoas se conscientizem de que não podemos seguir alimentando as pombas porque assim estamos chamando-as para ocupar os espaços.

Dentro deste projeto estaremos olhando para assuntos de sanções e multas, mas não creio que seja a primeira medida que tomaremos. Não seria óbvio porque somos uma sociedade onde existe o costume de fazê-lo.

Qual tem sido a reação dos protetores dos animais frente à iniciativa?

Muito boa, porque o que queremos é um controle de proteção. Por isso, a atividade não se desenvolve somente a partir da secretaria de governo, senão da gerência de proteção e bem-estar animal do distrito.

Como as pombas afetam a saúde publica?

As fezes das pombas podem transmitir doenças que podem afetar as pessoas. Mas é importante que não se difunda uma ideia de que se alguém está perto de uma pomba vá ficar doente e, portanto, tem que matá-las ou espantá-las, esta informação poderia gerar atos de violência contra estes animais.

Fonte: Vanguardia

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