Colombiano foi condenado à prisão por matar e comer gatos

Colombiano foi condenado à prisão por matar e comer gatos

Um homem da região noroeste da Colômbia foi condenado a seis meses de prisão por roubar, matar e comer os gatos da vizinhança.

David Andres Florez, 31 anos, foi preso em setembro do ano passado, depois que as autoridades invadiram sua casa em Amagá, Antioquia e encontraram evidências graves de maus tratos a animais. A polícia encontrou um crânio e as peles de cinco gatos na residência.

“A investigação refere-se ao roubo de vários gatos, inclusive o gato do padre da cidade, que foram sacrificados e consumidos na casa do acusado,” disse o promotor de justiça, de acordo com o jornal El Tiempo.

Um juiz de Medellín, capital de Antioquia, condenou Florez a seis meses de prisão pelo crime de maus tratos contra animais agravado.

Em janeiro de 2016, o presidente colombiano Juan Manuel Santos sancionou uma nova lei contra maus tratos, a qual reconhece os animais como “seres sencientes”. A lei estabelece multas que variam de US $1.250 a US $12.500 para aqueles que “cometerem atos de crueldade contra animais” e detenção que pode variar de 6 a 36 meses para aqueles que “causarem a morte desumana ou ferirem gravemente um animal selvagem ou doméstico”.

De acordo com a procuradoria-geral, esta é a primeira condenação de caso de maus tratos a animais na Colômbia desde que a lei foi aprovada.

Juan Guillermo Paramo, diretor da ONG Animal Naturalis, uma organização de bem-estar animal colombiano, celebrou a condenação como um passo à frente para os direitos dos animais na Colômbia, segundo a rádio RCN.

“É um avanço impressionante e agora podemos dizer que, após a aprovação da lei de maus tratos contra animais, tivemos a primeira condenação. É uma mensagem muito clara para as pessoas que maltratam animais, eles agora sabem que estarão frente a frente com a justiça”, disse o diretor.

Por Jamie Vaughan Johnson / Tradução de Elisângela Gomes da Silva

Fonte: Colombia Reports

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.