Cães em estrutura improvisada montada em chácara de Goiânia, Goiás — Foto: Mônica Aquino/Arquivo pessoal

Com dívidas, protetora pede ajuda para não fechar abrigo com quase 300 animais, em Goiânia: ‘Vamos acabar na rua’

A vendedora Mônica Aquino, de 48 anos, cuida, por conta própria, de um abrigo com 293 cães e gatos, em Goiânia. Com dívidas acumuladas em R$ 35 mil e sem condições financeiras para manter a estrutura, ela pensou em fechar o abrigo, que existe há quase quatro anos, e doar os animais. A protetora independente chegou a pedir ajuda nas redes sociais, mas só conseguiu duas adoções.

VÍDEO: Com dívidas, protetora pede ajuda para não fechar abrigo com quase 300 animais, em Goiânia

Atualmente, o abrigo tem dois espaços alugados na capital: um imóvel residencial e uma chácara, onde Mônica iniciou a construção de canis, mas não conseguiu finalizar por falta de condições financeiras. O aluguel da casa atrasado está há vários meses e Mônica teme ter de deixar o espaço, juntamente com os animais, ainda este mês.

“Chegamos a um ponto em que tenho que sair desse imóvel e vamos acabar na rua, eu e os animais, porque não tenho onde pôr”, afirma.

A única saída, segundo Mônica, é concluir a construção dos canis na chácara e levar os animais para o local. Para isso, a protetora precisa de doações de materiais, mão de obra e dinheiro.

“Precisamos de telhas, cimento, areia, brita, alambrado, ferragens e mão de obra ou dinheiro para a mão de obra. Estimamos cerca de R$ 40 mil para poder construir e abrigar os quase 300 animais”, diz.

Canis começaram a ser construídos em chácara, mas não foram finalizados por falta de dinheiro, em Goiânia, Goiás — Foto: Mônica Aquino/Arquivo pessoal
Canis começaram a ser construídos em chácara, mas não foram finalizados por falta de dinheiro, em Goiânia, Goiás — Foto: Mônica Aquino/Arquivo pessoal

Além do dinheiro para a construção dos canis, Mônica também precisa quitar as dívidas com fornecedores e clínicas veterinárias, além de conseguir doações de ração, medicamentos e dinheiro para manter o funcionamento do abrigo pelos próximos meses. A despesa mensal, de acordo com a protetora, gira em torno de R$ 25 mil, enquanto as doações recebidas não costumam superar R$ 6 mil por mês.

“A ajuda não chega à medida da necessidade. Estou com uma dívida de R$ 35 mil, fora o que devo no cheque especial. Já vendi meu carro. Cheguei a um ponto que eu não tenho mais o que vender, não tenho como pagar, porque a dívida está impagável, e eu não tenho mais como manter os animais”, desabafa.

Cães em chácara alugada pelo abrigo, em Goiânia, Goiás — Foto: Mônica Aquino/Arquivo pessoal
Cães em chácara alugada pelo abrigo, em Goiânia, Goiás — Foto: Mônica Aquino/Arquivo pessoal

Preocupada com a situação, ela teme em ter que ir para a rua com os animais.

“Não recebo ajuda do governo, prefeitura, nada. Se o dinheiro de doações não entrar, eu não tenho como manter os animais. Eles estarão na rua porque eu não tenho outra alternativa. Se uma pessoa tem dificuldade para pegar um animal na rua e levar para casa, o que eu vou fazer com 293 animais? Eu não tenho onde colocá-los se eu não tiver uma estrutura”, conclui.

Casa onde parte dos animais fica em Goiânia, Goiás — Foto: Lis Lopes/G1

Por Lis Lopes, G1 GO

Fonte: G1

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