Com quase 40 anos de história, centro de pesquisa e preservação de primatas em Itu pede ajuda com doações

Com quase 40 anos de história, centro de pesquisa e preservação de primatas em Itu pede ajuda com doações
Projeto enfrenta crise agravada pela pandemia da Covid-19 — Foto: Reprodução/TV TEM

Com quase quatro décadas de história pautada exclusivamente aos cuidados de primatas, um centro de pesquisa e preservação de Itu, no interior de São Paulo, enfrenta uma crise financeira agravada pelos reflexos da pandemia da Covid-19.

O Projeto Mucky sofreu uma queda nas doações e viu as dívidas aumentarem. Com um gasto mensal de aproximadamente R$ 130 mil para atender aos 152 primatas abrigados em um terreno de 20 mil metros quadrados, o santuário já acumula uma dívida de R$ 700 mil. Como solução para lidar com a situação, a área foi colocada à venda.

Vivem no Brasil 16 espécies de saguis. Cinco delas são encontradas no projeto Mucky. A organização recupera macacos atropelados, que levaram choque em fios de alta tensão, resgatados em áreas queimadas e vítimas de tráfico de animais.

VÍDEO: Centro de pesquisa e preservação de primatas em Itu pede ajuda com doações

As dificuldades financeiras aumentaram após a pandemia. De acordo com a fundadora e diretora do projeto, Lívia Botar, o centro perdeu aproximadamente 70% dos apoiadores após o cenário pandêmico.

“Isso fez com que a gente tivesse uma defasagem mensal muito grande que se acumula ao longo do tempo. O único bem que a instituição possui é a área, então nós colocamos a área à venda, mas a contragosto, porque o ideal seria que nós tivéssemos patrocinadores que pudessem nos ajudar a reverter essa situação”, explica.

Tratamentos e novas dificuldades

Crise financeira também prejudica processo de reintegração — Foto: Reprodução/TV TEM
Crise financeira também prejudica processo de reintegração — Foto: Reprodução/TV TEM

Além de animais feridos nos centros urbanos, o santuário também cuida de macacos paraplégicos. A Leocena, macaca da espécie bugio, recebe tratamento na unidade há 14 anos, tendo o posto de primata mais velha da casa. Ela é paraplégica, mas com o avanço no tratamento, já consegue sentar.

Além de Leocena, outros 11 bugios são tratados no local. Alguns deles estão prontos para voltarem à natureza, mas o processo de reintegração também está prejudicado pelas dificuldades financeiras.

“O que a gente mais busca é apoio por esse ser um trabalho longo, ser um trabalho caro e que precisa efetivamente de apoio, inclusive de empresas. Seria muito bem vindo para um projeto de reintegração”, finaliza Lívia.

Os interessados em doar para o Projeto Mucky podem entrar em contato pelo número (11) 91741-9605.

Por Thaís Pimenta

Fonte: G1

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