Como a tecnologia pode combater os maus-tratos animais no cinema

Como a tecnologia pode combater os maus-tratos animais no cinema

Nos Estados Unidos, abuso contra animais já é considerado crime. Porém, isso não impediu que muitos animais sofressem maus tratos durante gravações no cinema. Em 2017, o filme “Quatro Vidas de Um Cachorro” causou polêmica após a divulgação de um vídeo em que um cão é forçado a entrar em um tanque com água, apesar de aparentar estar apavorado.

Na época, a People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), organização não governamental que defende os direitos dos animais, realizou um boicote à produção. Outro boicote foi feito este ano contra o filme “Alfa” que, segundo a organização, teria sido responsável pela morte de cinco bisontes. Apesar destes serem dois casos recentes, a história do cinema está cheia de histórias que envolvem abusos contra animais.

Os registros datam desde 1918, quando o filme “Tarzan, O Homem Macaco” mostrou um leão sendo esfaqueado até a morte pelo protagonista.

No faroeste “Jesse James”, de 1939, um cavalo foi obrigado a pular de uma ribanceira e morreu após quebrar a coluna.

A comoção gerada pelo fato levou a American Humane Association (AHA) a monitorar o tratamento dado aos animais em Hollywood.

Desde então, surgiu o selo informando que nenhum animal foi ferido durante uma filmagem.

Porém, mesmo após o monitoramento ter início, muitos animais continuaram sofrendo maus tratos. Nas gravações de “O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” (2012), por exemplo, foram registradas 27 mortes, incluindo cavalos, galinhas, ovelhas e cabras.

No entanto, a tecnologia pode ser a solução para que mais nenhum animal seja ferido durante uma gravação. Em 1986, o primeiro animal criado em computador deu as caras na telona: uma coruja digital aparecia voando na abertura do filme “Labirinto – A Magia do Tempo”.

Coruja criada em computação gráfica aparece no filme “Labirinto – A Magia do Tempo” – Fotos: Hypeness

O filme “O Rei do Show” é um exemplo perfeito de como essa tecnologia é aplicada nos dias de hoje.

Embora conte a história de P. T. Barnum, um empresário circense que explorou pessoas e animais durante sua vida, a produção optou justamente por seguir na direção contrária, mostrando estar alinhada com os direitos dos bichanos.

As filmagens usaram apenas alguns cavalos reais, abusando da computação gráfica para recriar o aspecto de todos os outros animais que aparecem no filme, como contou o protagonista Hugh Jackman à revista Rolling Stone.

Além de poupar vidas e resguardar os direitos dos animais, o uso da computação gráfica no cinema também pode gerar efeitos espetaculares

Fonte: Hypeness via R7