Como uma aeromoça pode ajudar a salvar elefantes, pássaros e tartarugas?

Um elefante morto por causa de suas presas de marfim. Um filhote de tigre escondido entre peças de roupa em uma mala. Penas de pássaro escapando da bagagem que viaja ilegalmente pelo mundo. O que uma aeromoça ou um atendente no balcão de check-in têm a ver com isso? Eles podem ajudar a combater o tráfico de animais, segundo uma animação lançada pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

A tarefa de capturar e processar os criminosos é das autoridades de cada país. No entanto, profissionais de aviação podem ser uma fonte de informação para a polícia, como o vídeo mostra.

Estima-se que esse tipo de crime movimente pelo menos US$ 19 bilhões (quase R$ 67 bilhões) por ano. E as atividades ilícitas envolvendo animais e partes de animais têm crescido. Na África, por exemplo, Moçambique e Tanzânia perderam aproximadamente metade de sua população de elefantes nos últimos seis anos. Muitos animais são levados do continente africano por avião ou navio, tendo como principal destino o sudeste da Ásia.

Os Estados Unidos também são um grande destino do comércio ilegal de animais silvestres vindos de vários continentes. A partir da América Latina, o mais comum é o tráfico de pássaros e répteis para serem usados como animais de estimação. Geralmente, eles são transportados junto com drogas ilegais e outros produtos contrabandeados.

mundo_aeromocastrafico_2

Suspeitas

No vídeo, uma pena de pássaro indica a possível presença de um animal sendo transportado ilegalmente em um aeroporto. A pena chama a atenção de funcionários, como uma atendente do balcão de check-in e uma comissária.

Em outro trecho, um suspeito é flagrado no raio X levando ovos de um animal silvestre sob a roupa; a seguir, um passageiro viaja de forma ilegal com animais na cabine, escondidos sob as mangas do paletó. Cargas são inspecionadas e revelam o transporte dissimulado de tartarugas. Em todas as situações, o pessoal que trabalha nas várias áreas do aeroporto entra em contato com as autoridades para que a situação seja resolvida.

“O tráfico de produtos silvestres, incluindo muitas espécies icônicas e em risco, é um tema que a indústria da aviação leva muito a sério. Será necessário um esforço em equipe para combater esse comércio deplorável”, diz o diretor-geral da IATA, Alexandre de Juniac.

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.