Conheça a mulher que conseguiu o fechamento do Zoo de Buenos Aires e agora luta pelo de Luján

Conheça a mulher que conseguiu o fechamento do Zoo de Buenos Aires e agora luta pelo de Luján

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Malala Fontán chegou a converter-se em uma das fotógrafas de moda mais solicitadas para campanhas, editoriais e até personagens famosos. É 100% vegana e trabalha ativamente na luta contra a violência animal. Entre outras coisas, participa da “Revolução da Cuchara”, uma organização internacional que trabalha ativamente para educar através de distintas ações sobre a importância da comida para o planeta, animais e, obviamente, organismo.

Fontán é a primeira fotógrafa da Argentina que trabalha somente com marcas que possuem a mesma filosofia que ela segue: cuidar do planeta e não usar animais. Atualmente faz parte do Sin Zoo, uma organização sem fins lucrativos que luta pela abolição do cativeiro em zoológicos e a principal impulsora na luta pelo do Zoológico de Buenos Aires.

Em declarações ao Lanoticia1, Malala se referiu ao anúncio realizado pelo prefeito da cidade de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, responsável por adiantar que o zoológico portenho de Palermo seja transformado em um ecoparque e reduzir de forma progressiva a presença permanente de animais: “faz mais de dez anos que na porta do zoológico se reúnem grupos em defesa dos direitos dos animais”, explicou a ativista. Durante uma entrevista exclusiva, ela explicou que o autor inicial do Projeto Jardim Ecológico da Organização Sin Zoo é Andrei Chtcherbine, um guarda florestal ucraniano da Reserva Natural de Pilar.

“Quando fazem uma operação de apreensão nas feiras que vendem animais, eles não têm onde levar a esses animais, por isso acabam na jaula de um zoológico ou são sacrificados”, explicou Malala, dizendo que “a ideia é reconverter o prédio de Palermo em um centro de resgate, reabilitação e reinserção de fauna”.

Neste sentido, ela assegurou que “o segundo grande negócio ilegal do planeta, depois da venda de armas, é o tráfico de animais. Como as penas são ridículas e quase inexistentes, isso faz com que o negócio seja muito grande porque não há penalização”, apontou. “De fato, um ex-diretor do Zoológico, que ainda hoje continua trabalhando lá, tem uma denúncia internacional feita em 1993 por ter vendido dois chimpanzés de um circo ao zoológico de Córdoba”.

Durante a entrevista, Fontán alertou sobre a morte de distintos animais no Zoológico de Palermo e recordou que o mesmo formava parte da grade dos museus noturnos. “O zoológico permanecia aberto de segunda a domingo e também de noite, não existia como os animais dormirem, pensavam em desgastá-los como ao urso Arturo”, disparou. “Naquela oportunidade, através de uma petição pelo Change.org, pedimos ao Ministro da Cultura, Hermán Lombardi, que retirasse o zoológico da grade e, depois de obter 17 mil assinaturas, conseguimos”, relatou Malala, destacando as distintas ações onde participaram mais de 2.500 pessoas e as campanhas de conscientização às famílias que chegavam ao local que, após receberem as informações, olhavam o zoológico com outros olhos.

“O governo anunciou o fechamento, estamos muito felizes com essa medida, sabemos que em grande parte é porque nós colocamos novamente o zoo na agenda da cidade e porque fizemos campanhas midiáticas”, manifestou Malala, advertindo que o problema não está totalmente resolvido, porque ainda não se sabe para onde os animais serão transportados. “Eles dizem que os animais serão enviados a um lugar onde estejam melhores, mas não nos dizem onde, não nos falam nada e estamos esperando mais informações”.

Por último, Malala se referiu ao Zoológico de Luján e disse: “eles fazem reprodução de grandes felinos para caça. Também drogam os animais para poder acariciá-los e tirar fotos, por isso pedimos à governadora María Eugenia Vidal que feche esse lugar pois ele não cumpre nenhuma norma”.

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Fonte: La Noticia 1

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