Conheça o campo onde os cavalos maltratados recuperam sua liberdade em Rosário, Argentina

Conheça o campo onde os cavalos maltratados recuperam sua liberdade em Rosário, Argentina
Fotos: Reprodução Internet

A ONG Liberación de Caballos em Rosário, localizada na Argentina, já resgatou mais de 150 equinos que foram vítimas de maus-tratos. Há vários anos, cerca de 65 voluntários trabalham na busca, resgate e reabilitação de cavalos e outros animais de carga para depois oferecê-los à adoção para pessoas comprometidas a não explorá-los.

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Os animais que são resgatados permanecem um tempo em reabilitação e adaptação em um “campo de libertação”, localizado nos arredores de Rosário. Ali, veterinários verificam seu estado de saúde e possíveis tratamentos para sua reabilitação. “Dependendo do estado em que chegam os cavalos, eles podem permanecer ali de quatro a seis meses, até estarem aptos para sair e serem adotados por famílias responsáveis que tenham campos nos arredores da cidade”, conta Inés Espósito, a presidente da ONG.

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Os interessados devem preencher uma ficha de adoção e em seguida a ONG investigará os dados fornecidos. Para poder adotar um dos cavalos é necessário cumprir uma série de requisitos: ter lote com grama fechado por alambrado e caseiros; não se entregam cavalos em zonas urbanas e não é permitido que os animais permaneçam amarrados, a condição  sine qua non é que eles fiquem soltos.

“[As pessoas] devem adotá-los para nenhum uso, não é permitido dar, trocar nem vender, tampouco para criação, simplesmente para deixá-los em liberdade”, termina de esclarecer Inés.

A ONG se encarrega de fazer um acompanhamento de cada cavalo liberado uma vez por mês e é exigida a vacinação anual obrigatória e um relatório sanitário geral feito por um veterinário.

O campo de libertação funciona desde fevereiro de 2016, mas muito antes da formação atual de hoje a Liberación de Caballos em Rosario já trabalhava ativamente pelos direitos dos animais, exigindo o cumprimento da Lei 8726/10, que estipula a substituição da tração animal em toda a cidade de Rosario.

Os cavalos chegam ao campo de libertação através do programa Andando, com o qual a Prefeitura propõe alternativas da tração animal aos carroceiros, entregadores e catadores de resíduos. Outras vezes, os equinos chegam ali através de denúncias de moradores que flagraram situações de maus-tratos, mas esses resgates muitas vezes expõem os voluntários a situações perigosas. “Temos que ter em mente de que quando recebemos um telefonema, na maior parte das vezes se trata de uma emergência onde o animal está em péssimas condições ou também seja um resgate perigoso”, reconhece Inés.

A ONG funciona sem subsídios do governo. “Tudo é possível graças a ajuda das pessoas, da venda de produtos institucionais e de rifas”, destacam, e com o objetivo de que o projeto cresça, a Liberación convida a “todas aquelas pessoas que estejam dispostas a participar deste projeto” que se comuniquem com grupo através da página que eles possuem no Facebook.

Por Bruno Correa / Tradução Flavia de Luchetti

Fonte: Rosario Plus 

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