Argentina rocky cao ressuscitou

Conheça Rocky, o cão que ressuscitou

O antigo tutor do animal lhe deu oito facadas e o deixou agonizando no quintal de casa. Um vizinho ouviu tudo e postou no Facebook. Stefanía e seu marido socorreram Rocky, que a caminho da clínica veterinária teve uma parada cardíaca, mas ele conseguiu se recuperar e hoje vive com sua nova família.

Por Juan Carlos Carranza / Tradução de Marcelo Joazeiro

Stefanía agitava um lenço branco pela janela do carro enquanto Martín, seu marido, acelerava fundo rumo a uma clínica veterinária. No banco traseiro levavam Rocky, um cão que acabava de ser vítima do brutal ataque de seu tutor, que o esfaqueou oito vezes.

Naquela noite, 10 de dezembro de 2015, Stefanía e Martín estavam jantando e navegando pelo Facebook quando viram o alerta na página Patitas de Perro, que pedia urgentemente o transporte de um cão indesejado e ferido.

“Como era perto de casa não tivemos desculpas para não ajudar. Meu marido e eu falamos com o pessoal do Patitas de Perro, que nos deram o endereço. Quem pediu ajuda foi o vizinho do tutor do cão, que ouvia as punhaladas do andar de cima e gritava para que o agressor parasse. Este rapaz pediu ao filho do tutor do cão que o deixasse levar ao veterinário”, contou Stefanía.

Ela disse ainda que, ao chegarem, encontraram Rocky sob algumas latas, todo encolhido. “Nós o envolvemos em um cobertor e o colocamos no carro. No meio do caminho ele parou de respirar, daí comecei a agitar um pano branco pela janela e meu marido atravessou sinais vermelhos para salvá-lo”, lembrou.

O casal chegou à clínica veterinária Hocicos às 22h30 e logo conseguiram reanimá-lo. Mas, conforme o limpavam, viram as graves feridas. “O veterinário nos disse para não criarmos expectativas, pois o estado de Rocky era muito grave e que não resistiria muito tempo”, acrescentou Stefanía.

Rocky tinha levado oito facadas. Uma atravessou a pata dianteira, outra perfurou a nuca e a mais grave tinha perfurado os intestinos. A isso se somava um quadro de desidratação e hipotermia. No dia seguinte foi necessário transferi-lo a uma clínica mais equipada porque ele precisava de oxigênio e intervenção cirúrgica.

Excesso de carícias

Stefanía e Martín postaram a história no Facebook e imediatamente as pessoas começaram a doar dinheiro para seu tratamento, pedindo para conhecê-lo. “Um dia nos ligaram da veterinária para aconselharmos toda aquela gente a não o visitarem mais, pois todo dia apareciam umas quinze pessoas para acariciá-lo e passar muita energia para sua recuperação”.

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Quando lhe deram alta, Rocky ficou com Mara e Pilar, e por fim encontrou sua nova família com Luciana Mudry e Christian Jalil.

Eles cuidaram de Rocky nos difíceis dias em que ele contraiu uma doença que lhe causava convulsões. “Ele não tinha força nem para comer. Alimentávamos aos poucos, o estimulávamos a andar e o levávamos para passear de carro. Íamos três vezes por dia ao veterinário e por fim ele se curou.

Ele ainda está em tratamento com comida e leite especiais, mas está muito próximo de vencer a batalha mais dura de sua vida”, contaram seus novos tutores. Rocky é novamente o alegre cãozinho que sempre foi.

Por que?

Quando perguntaram ao antigo tutor, que responde agora a um processo criminal, o motivo das punhaladas, a resposta foi: “ele era muito perigoso”. Por outro lado, Luciana e Christian desfrutam hoje da alegria e vivacidade de Rocky.

Fonte: La Voz

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