Contra a exploração animal, ativistas invadem tanque dos golfinhos do Zoomarine, em Portugal

Contra a exploração animal, ativistas invadem tanque dos golfinhos do Zoomarine, em Portugal
Dois ativistas entraram este domingo no tanque dos golfinos do Zoomarine em Albufeira. Imagem publicada pelo Correio da Manhã.

Segundo o Correio da Manhã, que publicou um vídeo do protesto, os dois ativistas, ambos estrangeiros, exibiram cartazes contra a exploração animal junto ao tanque durante um dos espetáculos com golfinhos no Zoomarine de Albufeira.

Quando os seguranças se aproximaram, os ativistas saltaram para dentro do tanque com os seus cartazes. A organização emitiu o aviso da suspensão do espetáculo e pediu aos espectadores para abandonarem o recinto.

É “necessário acabar com o mito de que estes animais que nascem em cativeiros não podem voltar à natureza”. Foto de Luís Forra, Lusa.
É “necessário acabar com o mito de que estes animais que nascem em cativeiros não podem voltar à natureza”. Foto de Luís Forra, Lusa.

Esta não é a primeira vez que o Zoomarine é alvo de protestos. Em agosto de 2021, três organizações de defesa dos animais – Animal Save Portugal, Animal Save and Rescue Portugal e Empty the Tanks -, organizaram uma vigília pacífica que juntou duas dezenas de ativistas contra a utilização de animais em espetáculos de diversão humana.

Segundo a organização Empty the Tanks Portugal, em Portugal existem 35 golfinhos vítimas de exploração circense em dois delfinários (Jardim Zoológico de Lisboa e Zoomarine do Algarve), “onde 31 já nasceram presos sem terem cometido algum crime” e onde estão “aprisionados por uma indústria circense e condenados a uma vida inteira de escravidão e de sofrimento para entreter turistas entediados e mal informados”.

“Não pedimos o fim das duas empresas ou a libertação imediata dos golfinhos. Pedimos a transição de um modelo obsoleto de exploração circense em delfinário para um modelo de reabilitação em Santuário na natureza onde podem finalmente sentir os ritmos das marés e das ondas e ter muitos estímulos naturais da biodiversidade marinha de baixo de água com os mesmos cuidados médico veterinários de sempre e com os tratadores de sempre mas sem habilidades circenses, sem música e sem palmas. Só comportamentos típicos da espécie na natureza”, propõe esta organização.

Fonte: Esquerda.net / mantida a grafia lusitana original

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