Corte em Nova York julga se chimpanzés têm direitos

Corte em Nova York julga se chimpanzés têm direitos

Promotor alega que animais têm ‘características humanas’. Objetivo é libertar macacos que vivem solitários e em jaulas.

US us-chimps-legal-right franUma corte de apelação em Nova York irá decidir se chimpanzés deveriam ser declarados “pessoas” em vez de “coisas”, para que os animais possam ser libertados do que críticos consideram encarceramento desumano.

O advogado Steven Wise falou na quarta (7) em benefício de Tommy, que vive sozinho em uma jaula no interior do condado de Fulton. Um juiz recusou um pedido de Wise e seu Projeto de Direitos para Não Humanos para que Tommy fosse liberado para se unir a outros chimpanzés em um santuário na Flórida.

Wise alega que animais com características humanas, como os chimpanzés, merecem direitos básicos, incluindo liberdade de cárcere. Ele também busca libertar três outros chimpanzés em Nova York.

O dono* de Tommy, Patrick Lavery, de Gloversville, disse ao jornal “Albany Times-Union” que o macaco é feliz e tem TV por assinatura e um aparelho de som para se distrair. Ele não compareceu à corte ou enviou documentos.

Fonte: G1 

Nota do Olhar Animal: Mantivemos a expressão “dono”, pois este julgamento nos EUA versa exatamente sobre o direito de tratarmos os animais como “coisas”, passíveis de serem propriedade dos humanos. Chama a atenção o tratamento dado ao chimpanzé pelo “dono”, que disponibiliza para ele aparelhos eletrônicos. Tratar os animais de forma humanizada não é reconhecer seus direitos ou os deveres humanos para com eles. Ao contrário, é reafirmar a visão antropocêntrica que tantos danos vêm causando aos animais não humanos, projetando interesses que não são os deles.

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