Coruja-orelhuda com problemas neurológicos é resgatada e passa por tratamento em parque de SP

Coruja-orelhuda com problemas neurológicos é resgatada e passa por tratamento em parque de SP

Uma coruja-orelhuda foi encontrada por populares em uma rua de Mongaguá, no litoral de São Paulo, e levada ao parque ecológico do município. O animal apresenta problemas neurológicos e a suspeita é que tenha batido a cabeça em alguma vidraça, o que ocasionou uma inflamação.

Em entrevista ao G1 neste sábado (3), o biólogo e veterinário Daniel Monteiro Bortone, que trabalha no Parque Ecológico de Mongaguá há 13 anos, afirma que é difícil encontrar esse tipo de espécie porque ela tem hábitos noturnos e costuma se camuflar durante o dia.

Ele conta que ela foi levada ao parque no início da semana, após ser encontrada por moradores. “Ela estava andando na rua, perto do parque, no bairro Flórida Mirim. Estava bem quietinha, falaram que foi fácil pegar”.

Daniel explica que ela estava calma justamente por estar debilitada. “É um animal que tem garras, uma força enorme. Pode machucar”. Ele alerta que ao encontrar animais silvestres na rua, a recomendação é entrar em contato com a Polícia Militar Ambiental.

“Ela melhorou desde que chegou aqui. Estava apresentando dificuldade para ficar em pé, incoordenação motora e dificuldade para abrir um dos olhos”. Segundo o veterinário, o animal está internado no setor de quarentena e está evoluindo ao tratamento.

“Ela está tomando anti-inflamatório e vitamina do complexo B. Está comendo sozinha já. Também está ficando mais agitada, se defendo mais”, conta. Assim que o animal se recuperar por completo, ele será devolvido à natureza. “É um animal que depende muito dos sentidos para caçar. Tem que estar 100% para soltar”, diz.

O Parque Ecológico de Mongaguá fica na Avenida Governador Mário Covas Júnior, 10410, no bairro Agenor de Campos. A visitação ocorre de terça-feira a domingo, das 8 às 16h.

Coruja-orelhuda

A espécie se alimenta de roedores, morcegos e gambás, além de insetos grandes, lagartos e rã, e pode ser encontrada na América Central e do Sul. Elas chegam a medir até 37 cm de comprimento e têm esse nome porque apresentam dois tufos de penas em cima dos olhos que parecem orelhas.

Animal apresenta problemas neurológicos e a suspeita é que tenha batido a cabeça em alguma vidraça. — Foto: Divulgação/Parque Ecológico de Mongaguá

Fonte: G1