Coruja resgatada por moradores após incêndio no Brejinho, em Mogi, teve lesão neurológica

Coruja resgatada por moradores após incêndio no Brejinho, em Mogi, teve lesão neurológica
Coruja tinha material de fumaça nas penas e foi resgatada após queimada em Mogi das Cruzes; ave sofreu danos neurológicos — Foto: Jefferson Renan Araújo/Arquivo Pessoal

Uma coruja buraqueira foi resgatada por moradores depois de um incêndio em uma área conhecida como Brejinho de César de Sousa, em Mogi das Cruzes, no começo desta semana. Dias depois, a ave segue em tratamento de danos neurológicos que podem ter sido causados na tentativa de fugir das chamas.

A coruja está em uma clínica veterinária da cidade e também carregava no corpo marcas do incêndio. “Ela estava impregnada de material da fumaça. Ela se chocou contra alguma estrutura e se machucou. Trauma craniano, com lesão neurológica”, explica o veterinário Jefferson Renan de Araújo Leite, do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

A área queimada é um refúgio para animais silvestres, inclusive ameaçados de extinção.

Coruja buraqueira está em tratamento em clínica de Mogi das Cruzes após sofrer danos neurológicos; resgate foi após queimada. — Foto: Jefferson Renan Araújo/Arquivo Pessoal

Os danos para o meio ambiente vão muito além das mortes e dos ferimentos provocados pelo fogo.

“Animais encontrados mortos são um pequeno percentual, mas vai ver depois. Falta alimentação. A fome vai ser grande nesses locais, porque queimou o que poderia servir de alimentação para eles. Acaba com vegetais, frutos, insetos, pequenos anfíbios, destrói e o retorno fica difícil”.
 

Por causa dos danos neurológicos, a coruja não consegue mais abrir um dos olhos. “São danos neurológicos bastante complicados. Vamos encaminhar para o Cras no Parque Ecológico, depois eles dão destinação. Vão ver se tem condições ou não de voltar ao meio ambiente. Os que não tiverem condições são encaminhados para criadouros autorizados, zoológicos”, explica o veterinário.

Por Fernanda Lourenço

Fonte: G1

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