Corujas raras estão em reabilitação em Centro de Pesquisas em Cubatão, SP

Corujas raras estão em reabilitação em Centro de Pesquisas em Cubatão, SP

Animais foram trazidos de Mogi das Cruzes e de São Paulo.

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Dois filhotes de corujas raras estão recebendo tratamento no Centro de Pesquisas e Triagem de Animais Selvagens (Ceptas), da Unimonte, com sede no Parque Ecológico Cotia-Pará, em Cubatão. Há cerca de duas semanas chegou um filhote da coruja Caburé acanelado, proveniente de Mogi das Cruzes, interior de São Paulo. Outro caso é da coruja Mocho dos Banhados, que, em São Paulo, corre risco de extinção.

De acordo com o gestor e médico veterinário do Ceptas, Nereston Camargo, o animal trazido de Mogi das Cruzes trata-se de uma coruja rara devido ao porte pequeno que dificulta sua observação e pelo fato de viver em ambientes altamente preservados.

“Ela caiu do ninho feito em um poste de madeira condenado. O funcionário da empresa que derrubou o poste pegou o filhote machucado e encaminhou ao Ceptas”.

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A perspectiva é que a coruja seja solta na natureza entre 3 e 6 meses. Neste período, ela passa pelo processo de reabilitação que envolve várias etapas, como voar e caçar, além de nova avaliação de comportamento. O local de soltura costuma ser o mesmo da origem do animal. Todo o processo é feito com autorização da Secretaria Estadual do Meio Ambiente.

O outro filhote foi encontrado no meio da rua, em Americana (interior de São Paulo). Ia ser atacado por cachorros, mas um morador resgatou e levou ao Ceptas. O animal também passa bem e deve ser encaminhado a um zoológico, criadouro ou santuário, já que teve uma lesão que a impossibilitará de voltar à natureza.

Peruíbe

Nesta sexta-feira (dia 7), uma terceira coruja Mocho orelhuda deu entrada no parque vinda de Peruíbe, após se enroscar em uma pipa. Ela está em tratamento. Após a recuperação, voltará à natureza. Na semana passada, uma coruja orelhuda também foi levada ao local, depois de ficar presa em linha de pipa em Praia Grande. O animal passou por exame clínico que constatou que se encontrava em boas condições. Foi solta no mesmo dia.

Atualmente, a unidade conta com 3 corujas buraqueiras, 18 papagaios verdadeiros, 1 coruja murucututu de barriga amarela,1 falcão relógio, 1 gavião de cauda branca, 1 gavião carijó,3 araras Canindé, 4 maitacas verdes,1 periquitão maracanã, 1 araçari poça, 40 passeriformes de diversas espécies, 25 jabutis, 1 ouriço cacheiro e 1 sagui de tufo preto. Todos são animais oriundos de tráfico, abandono, denúncias de cativeiro ilegal e resgate.

Fonte: A Tribuna

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