Criador ilegal de pássaros deverá pagar multa de mais de R$ 500 mil

Criador ilegal de pássaros deverá pagar multa de mais de R$ 500 mil
Operação foi realizada em 15 de junho e resultou na apreensão de 200 aves - Lidiane Mallmann/arquivo

 A Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Lajedo recebeu o relatório da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), acerca dos animais silvestres apreendidos em uma propriedade em Santa Clara do Sul, após ação realizada pela Polícia Civil em 15 de junho.

Segundo a secretaria, foram contabilizados 200 pássaros silvestres, sendo 38 deles integrantes da lista de animais em extinção. A multa ambiental que será imposta ao criador ilegal será no valor de R$ 553.790,91, além de eventual condenação por crimes contra o meio ambiente.

Grande apreensão

Aves de espécies raras, ameaçadas de extinção e algumas com sinais de maus-tratos foram encontradas em diversos cômodos de uma residência alvo de mandado de busca e apreensão. A operação contou com o trabalho de agentes da Draco, Sema e Rede de Proteção Ambiental e Animais (Repraas).

Foi a maior apreensão de pássaros silvestres do Vale do Taquari, pelo menos nos últimos 15 anos. Segundo o chefe da fiscalização da Sema, Mateus Leal, em sua experiência, ele nunca havia visto tantos animais em um só local. As gaiolas com aves estavam postas em todos cômodos da casa, até em banheiros. Já nos fundos da residência, viveiros foram construídos para colocação dos bichos. 

Após a apreensão e avaliação pelos médicos veterinários e biólogos da Sema, foi realizada a soltura de 124 aves que apresentavam condições para reintegração na natureza em um local próximo a Lajeado. As investigações de seguimento à apreensão da Draco apuraram o comércio de aves silvestres e de anilhas identificadoras de animais que já haviam falecido oriundos de criadores licenciados que eram adquiridas pelo indivíduo alvo da operação, para que fossem afixadas em animais silvestres capturados da natureza e revendidos como se fossem legalizados.

Verificou-se também que eram praticados as infrações ambientais de maus tratos contra animais, comércio e funcionamento de empreendimento sem licença ambiental com o agravante da obtenção de vantagem pecuniária. Segundo o titular da Draco, delegado Dinarte Marshall Júnior, apurou-se que era realizado o cruzamento de espécies sem autorização legal, gerando a chamada “hibridização de espécie”, o que pode acarretar sérios danos a biota se reinseridos no meio ambiente.

Por Caroline Garske S

Fonte: O Informativo

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