Criadora que teve mais de 120 cães é condenada; juiz diz que condições eram ‘terríveis’

Criadora que teve mais de 120 cães é condenada; juiz diz que condições eram ‘terríveis’

Uma mulher do Condado de Miami, acusada após a apreensão de mais de 120 cães em uma investigação sobre uma fábrica de filhotes em sua casa em Peebles Road, foi condenada no último dia 24 a uma pena de prisão suspensa, uma multa de US$ 1,000 e serviços comunitários por um juiz do Condado de Miami, que descreveu as condições da casa como “assustadoras” e “nojentas”.


Larisa A. Solomon, de 53 anos, declarou-se culpada em 22 de janeiro por uma contravenção penal que envolvia crianças em perigo e proibição de animais de companhia e ato de crueldade, no Tribunal Municipal do condado. Ela foi incriminada inicialmente pelo gabinete do xerife de 12 acusações de crueldade e duas acusações de colocar crianças em risco.

Os investigadores disseram que, em maio do ano passado, foi obtido um mandado de busca para entrar na casa, da qual 125 cachorros e filhotes foram removidos. Segundo os investigadores, dois cães foram encontrados mortos.

Solomon cedeu os direitos a 122 dos filhotes e cães, que foram adotados.  Três dos cães foram identificados como animais de estimação da família e mantidos no Abrigo de Animais do condado enquanto o caso estava pendente. O juiz Gary Nasal disse no dia 24 que os cães poderiam ser liberados para Solomon.

Nasal disse que ela tendia a culpar os outros pela situação.

“Pare. A culpa é sua”, disse o juiz. “Não estava fora de suas mãos. Esteve sempre em suas mãos.”

Antes da sentença, Solomon disse que fazia o melhor possível e procurava atendimento veterinário para os cães, mas que as coisas ficaram fora de controle. Ela disse que não queria levar os cães para o abrigo por temer a eutanásia.

“De repente, a quantidade ficou excessiva… tentei fazer o meu melhor. Eu nunca tive a intenção de machucar ninguém”, disse Solomon. “Eu não sabia o que fazer… Os cães foram se acumulando cada vez mais.”

Jose Lopez, advogado de defesa, apontou que os cães foram adotados do abrigo em 72 horas, um sinal de que os cães apreendidos estavam em bom estado de saúde. O número de cães aumentou “além da sua capacidade de lidar com eles”, disse ele.

Os promotores concordaram na época com o pedido de Solomon de permanecer em silêncio durante a sentença.

Nasal disse que o caso era “incrivelmente difícil”.

Solomon sofre de várias “situações psiquiátricas que contribuíram muito” para a situação, disse Nasal. “Isso não desculpa seu comportamento, mas ajuda a explicá-lo”, disse ele a Solomon.

As condições na casa onde os cães eram mantidos e onde Solomon morava com suas filhas foram descritas pelo juiz como assustadoras e repugnantes.

Mesmo que a primeira reação ao caso pudesse ter sido determinar uma prisão, Nasal disse que o encarceramento não contribuiria para a reabilitação de Solomon.

Ele lhe disse, no entanto, que a prisão seria imposta caso ela não seguisse as condições de cinco anos de liberdade condicional.

A sentença incluiu pena de prisão suspensa de 260 dias, multas de US$ 1,000, custas judiciais e 280 horas de serviços comunitários.

Um oficial de liberdade condicional faria visitas à casa, disse Nasal. Solomon também foi condenada a pagar uma restituição de US$ 955, a diferença entre o custo do abrigo com os cuidados durante os três dias em que os cães ficaram confiscados e o valor das taxas de adoção que o abrigo recebeu dos cães apreendidos e depois adotados.

Por Nancy Bowman / Tradução de Alda Lima 

Fonte: Dayton Daily News

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.