Crise afeta doações para ONGs de proteção aos animais no interior de SP

Crise afeta doações para ONGs de proteção aos animais no interior de SP

Abandono também ficou mais frequente na região e responsáveis pelas associações buscam mecanismos para evitar problemas.

A crise econômica vem afetando ONGs (Organizações Não Governamentais) que fazem atendimento a animais da RPT (Região do Polo Têxtil). Queda nas doações e, ao mesmo tempo, aumento no abandono de cachorros e gatos complicam o serviço prestado por essas instituições. A solução tem sido buscar fontes alternativas de recursos, como eventos e bazares.

Presidente da ONG americanense Anjos Peludos, Cristiane Ochuiuto Marques explicou que houve um aumento nos abandonos e, por causa da lotação da chácara onde os cães e gatos ficam, os resgates têm sido feitos somente para casos considerados graves. Atualmente, estão abrigados 150 animais, mas há um ano eram cerca de 80. “A gente fecha os olhos, porque não tem espaço. Não adianta ir tirando da rua e socando lá dentro se você não tem condições de cuidar, se o espaço físico não é adequado para eles. Quando tem caso urgente, a gente tenta um lar temporário. Desde janeiro, fevereiro estamos lotados”, explicou.

Cristiane estima que as doações diminuíram cerca de 30% nos últimos meses. Além disso, as adoções nas feiras feitas aos finais de semana no Mercadão também caíram, passando de 200 para no máximo 100 por mês. “Com a crise, as pessoas não querem assumir mais uma responsabilidade, mais um compromisso se o orçamento já está pequeno. Às vezes a pessoa tem vontade de adotar um animal, mas as condições financeiras não possibilitam isso”.

A ONG Viralatinhas, em Sumaré, observou uma queda nas doações, bem como as adoções nas feirinhas semanais. A instituição também oferece, através de parcerias com clínicas, castração por preços reduzidos. A procura por esse serviço também apresentou uma queda expressiva nos últimos meses, passando de dez castrações por feira para uma média de quatro. “O abandono sempre tem, a crise é uma desculpa. Nada é motivo para abandonar um animal”, criticou a voluntária Akemi Maciel.

A AAANO (Associação de Amigos dos Animais de Nova Odessa) percebeu uma diminuição nos valores doados e a substituição de dinheiro por prendas para serem usadas em bazares, ração e outros itens, como produtos de limpeza. “A crise afetou as doações, a gente tem intensificado o número de eventos e maiores. O pessoal da cidade e da região que é engajado tem comparecido”, destacou o voluntário Thiago Rodrigues.

Fonte: O Liberal 

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Crise afeta doações para ONGs de proteção aos animais

Abandono também ficou mais frequente na região e responsáveis pelas associações buscam mecanismos para evitar problemas


A crise econômica vem afetando ONGs (Organizações Não Governamentais) que fazem atendimento a animais da RPT (Região do Polo Têxtil). Queda nas doações e, ao mesmo tempo, aumento no abandono de cachorros e gatos complicam o serviço prestado por essas instituições. A solução tem sido buscar fontes alternativas de recursos, como eventos e bazares.

Presidente da ONG americanense Anjos Peludos, Cristiane Ochuiuto Marques explicou que houve um aumento nos abandonos e, por causa da lotação da chácara onde os cães e gatos ficam, os resgates têm sido feitos somente para casos considerados graves. Atualmente, estão abrigados 150 animais, mas há um ano eram cerca de 80. “A gente fecha os olhos, porque não tem espaço. Não adianta ir tirando da rua e socando lá dentro se você não tem condições de cuidar, se o espaço físico não é adequado para eles. Quando tem caso urgente, a gente tenta um lar temporário. Desde janeiro, fevereiro estamos lotados”, explicou.

Foto: Marcelo Rocha / O Liberal
Número de abandono cresce e entidades têm dificuldades para dar assistência aos animais

Cristiane estima que as doações diminuíram cerca de 30% nos últimos meses. Além disso, as adoções nas feiras feitas aos finais de semana no Mercadão também caíram, passando de 200 para no máximo 100 por mês. “Com a crise, as pessoas não querem assumir mais uma responsabilidade, mais um compromisso se o orçamento já está pequeno. Às vezes a pessoa tem vontade de adotar um animal, mas as condições financeiras não possibilitam isso”.

 

 

A ONG Viralatinhas, em Sumaré, observou uma queda nas doações, bem como as adoções nas feirinhas semanais. A instituição também oferece, através de parcerias com clínicas, castração por preços reduzidos. A procura por esse serviço também apresentou uma queda expressiva nos últimos meses, passando de dez castrações por feira para uma média de quatro. “O abandono sempre tem, a crise é uma desculpa. Nada é motivo para abandonar um animal”, criticou a voluntária Akemi Maciel.

A AAANO (Associação de Amigos dos Animais de Nova Odessa) percebeu uma diminuição nos valores doados e a substituição de dinheiro por prendas para serem usadas em bazares, ração e outros itens, como produtos de limpeza. “A crise afetou as doações, a gente tem intensificado o número de eventos e maiores. O pessoal da cidade e da região que é engajado tem comparecido”, destacou o voluntário Thiago Rodrigues.

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