Crueldade animal é revelada em Tenerife e La Gomera, nas Ilhas Canárias

Crueldade animal é revelada em Tenerife e La Gomera, nas Ilhas Canárias
CRIMINAL: O cachorro era apenas pele e ossos.-Foto: Guardia Civil Gabinete de Prensa

Uma série de casos de crueldade contra animais vieram à tona em Tenerife e La Gomera, nas Ilhas Canárias, Espanha.

A polícia local de Puerto de la Cruz informou ao Serviço de Proteção da Natureza da Guarda Civil (SEPRONA) sobre o que se suspeitava serem condições terríveis em uma fazenda com porcos vietnamitas.

Os oficiais do SEPRONA encontraram dez porcos em péssimo estado, sem comida ou água e que mostravam sinais claros de desnutrição.

Também não havia qualquer abrigo, deixando-os totalmente expostos aos elementos noite e dia.

Foto: Guardia Civil Gabinete de Prensa

Como se isso não bastasse, os policiais também se depararam com placas quebradas de amianto altamente tóxico, paletes de madeira com bordas afiadas e uma base de colchão de metal, todos poderiam ter ferido os porcos, apontou a Guarda Civil.

Além disso, o chão em que os porcos ficavam estava coberto de pedras, buracos e dejetos dos animais.

Uma inspeção mais ampla da propriedade revelou um estábulo com três cavalos sem microchip de marca alternativa autorizada. A Guarda informou que, embora os cavalos não parecessem desnutridos, novamente as condições de higiene deixaram muito a desejar, e o estábulo carecia do básico usual, como bebedouros automáticos de água.

Os proprietários da fazenda não possuíam documentação de propriedade, identificação ou exame veterinário de seus animais, e agora enfrentam sanções.

Também em Tenerife, a Guarda fez a terrível descoberta de 12 cães mortos jogados no fundo de uma ravina de 60 metros de profundidade na fronteira entre os municípios de Arico e Granadilla de Abona. Nenhum dos animais tinha sido identificado com microchip e alguns dos corpos estavam em sacos.

Foi aberta uma investigação para verificar se algum crime foi cometido.

Em La Gomera, os oficiais do SEPRONA de Garajonay responsabilizaram um homem de 42 anos de idade, de Hermigua, por violar a lei de proteção da flora, fauna e animais de estimação ao deixar seu cachorro passar fome.

Em atuação a partir de um alerta de um membro do público, os policiais foram à propriedade do homem e descobriram que o filhote estava em pele e ossos, e era mantido em condições imundas. O cão também tinha feridas em todo o corpo, que a Guarda suspeitou que poderiam ter sido causadas por várias doenças não tratadas.

Foto: Guardia Civil Gabinete de Prensa

Por Cathy Elelman / Tradução de Ana Carolina Figueiredo

Fonte: EuroWeekly News

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