Crueldade: cadela perde parte da boca depois de ter rojão amarrado no corpo no Paraná

Crueldade: cadela perde parte da boca depois de ter rojão amarrado no corpo no Paraná
Cadela que teve a boca explodida por rojão é atendida em hospital veterinário (Foto Reprodução Instagram)

Uma cadela com aproximadamente oito anos teve a boca explodida por uma bomba, na madrugada de sexta-feira (1º). O artefato foi amarrado ao seu corpo. O crime aconteceu na cidade de Piraquara, na região metropolitana de Curitiba (PR).

O animal foi resgatado em estado grave pela ONG Força Animal e levado a um hospital veterinário em Curitiba. Ela foi internada na UTI. Presidente da ONG, Danielly Savi contou no Facebook que “a situação da bomba amarrada na boca foi confirmada pela equipe veterinária que, na limpeza, retirou barbantes”.

Nossa Rebeca esta ainda em estado grave , a mandíbula ela perdeu toda, esta esfarelado ☹ isso não é o problema , o…

Publicado por Danielly Savi em Sexta-feira, 1 de janeiro de 2021

A organização está bancando o tratamento de Rebeca, como foi batizado o animal. Danielly pediu, em nome da instituição, ajuda financeira para custear o hospital. Os dados bancários estão disponíveis no perfil da ONG no Instagram.

Em outra publicação, Danielly conta que Rebeca ainda está em estado grave e que ela perdeu toda a mandíbula. A preocupação agora, segundo a defensora de animais, é com a preservação da língua do animal, da qual ela precisa para sobreviver. “O problema é que para viver ela precisa da linguinha, que está dilacerada, não pode necrosar… Sob antibióticos, anti-inflamatórios, controle para dor, em atendimento e terapia intensiva, corre risco sim, mas não vamos desistir”, escreveu.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Meio Ambiente do Paraná. O delegado Matheus Loiola, titular da delegacia, escreveu em suas redes sociais que a equipe está busando o autor do crime.

A polícia vai solicitar imagens de câmera de segurança do local para tentar descobrir o que de fato aconteceu com o animal. Segundo o delegado, ainda há informações desencontradas se ele era comunitário — cuidado por um grupo de moradores – ou se tinha um tutor.

Por Fabíola Salani

Fonte: Revista Forum (com informações do UOL)

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