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Crueldade: dezenas de cães são mortos para reduzir número de animais nas ruas do Paquistão

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Caçados, estendidos na estrada e jogados em uma pilha de lixo. Essa foi a ação realizada no Paquistão para reduzir o número de animais abandonados nas ruas de Karachi.

A cidade paquistanesa começou um abate em massa dos cães de rua depois que as autoridades ficaram alarmadas com o número crescente de animais. Trabalhadores municipais foram vistos estendendo os corpos dos animais na estrada. Eles foram, então, jogados em um caminhão de lixo.

O aumento do número de cães “indesejados” em Karachi levou as autoridades da cidade a agirem dessa forma e até mesmo lançarem uma campanha de abate. A campanha radical segue um esquema semelhante em Lahore, onde os cães abandonados são abatidos, a fim de manter os cidadãos a salvo de incidentes de mordidas e doenças.

O Paquistão é um dos vários países onde a raiva é uma doença mortal. Ou seja, uma mordida de um cão é perigosa para a população e seu precário sistema de saúde. A doença afeta o sistema nervoso central e pode provocar graves sintomas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde poucas atividades estão em andamento para tentar eliminar a doença no Paquistão, o que significa que as pessoas estão realmente correndo riscos por cães raivosos.

Eles acrescentam que o abate por si só não vai eliminar a ameaça de raiva, pois não há nenhuma evidência sugerida que reduz a propagação da doença com a eliminação do animal. No ano passado, as autoridades da Rússia foram criticadas após a cidade de Sochi contratar uma empresa privada para matar cães vadios antes do Jogos Olímpicos de Inverno.

A empresa disse ter sido encarregada de usar veneno e armadilhas para abater os cães antes de turistas e competidores aparecerem para a cerimônia de abertura dos Jogos.

O problema de cães abandonados na Rússia resulta de décadas, fruto de tutores sem condições de cuidar dos animais.

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Fonte: Meio Norte 

Nota do Olhar Animal: Assim como aqui grassa a ética rasa e a incompetência técnica de gestores sanitários (situação que aos poucos vem melhorando, é verdade), no Paquistão a mesma postura anacrônica é adotada. E não é só lá. Na Rússia, como indicado na matéria, no Chile, que aprovou recentemente lei pelo extermínio de animais, em vários outros países. Mesmo sob o ponto de vista técnico e antropocêntrico, a decisão pelo extermínio é uma aberração. Há muitos anos a Organização Mundial de Saúde preconiza a esterilização e vacinação para o controle de doenças. Mas a falta de capacidade técnica e o comodismo impedem que haja avanços no tratamento dado a estes animais e à própria questão da saúde pública.

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