Crueldade e crime em corridas de cavalos ilegais: PETA pede investigação ao governador do Texas, nos EUA

Crueldade e crime em corridas de cavalos ilegais: PETA pede investigação ao governador do Texas, nos EUA
Um vídeo mostra o jóquei do Cristo Rey, Rodrigo Vallejo, amarrando um dispositivo de choque elétrico no pulso antes de uma corrida no La Victoria Training Center, em Cedar Creek, em março.

Uma investigação da PETA descobriu evidências de que cavalos são eletrocutados, lhes injetam drogas ilícitas e submetem a outros atos de crueldade em aproximadamente em 50 pistas de corrida de cavalos não legalizadas – ou “pistas clandestinas”, onde acontecem jogos de azar ilegais e outros crimes desenfreados – em todo o Texas, o que levou o grupo a enviar uma carta urgente esta manhã ao governador Greg Abbott e outras autoridades estaduais pedindo uma investigação da situação.

Fotos e vídeos de pistas não licenciadas em todo o estado revelam que alguns participantes da corrida injetavam escancaradamente seringas em seus animais. Estavam a drogar ilegalmente os cavalos – com as mais distintas drogas, incluindo cocaína e metanfetamina – e parece ser uma prática comum neste “mercado e negócio clandestino” assim, conseguem mascarar ferimentos e amenizar a dor com a esperança de atingir velocidades sobrenaturais dos animais. Além de vários jóqueis serem vistos com dispositivos de choque elétrico – usados para usar no pescoço dos cavalos durante as corridas para empurrá-los além de seus limites – que seguem a assaltear nas corridas.

Incidentes adicionais de crueldade foram documentados em flagrantes nessas pistas que envolviam cavalos açoitados que foram implacável e violentados dezenas de vezes em apenas alguns segundos. Observou-se que houve até um cavalo que fez pegar fogo em uma instalação no condado de Anderson. Apenas, na cidade do Texas tem o quádruplo da média das pistas clandestinas do Estado.

Um vídeo mostra Luis Martinez, membro da equipe Cristo Rey, carregando uma seringa na boca no Carril El Nuevo Coyote em Conroe.
Um vídeo mostra Luis Martinez, membro da equipe Cristo Rey, carregando uma seringa na boca no Carril El Nuevo Coyote em Conroe.

“O abuso desenfreado, as drogas ilegais e a ganância são as marcas registradas do submundo decadente das corridas de cavalos no mercado clandestino”, diz a vice-presidente sênior da PETA, Kathy Guillermo. “A PETA está apelando ao governador Abbott e a outras autoridades estaduais para que reprimam esta conduta cruel e criminosa antes que muitos mais cavalos acabem por ser violentados, feridos cruelmente e espancados.”

A PETA também enviou uma carta à Comissão de Saúde Animal do Texas fornecendo evidências de que os participantes da corrida estão importando ilegalmente cavalos de outros estados sem os testes veterinários exigidos – o que corre o risco de propagação de doenças graves, incluindo anemia infecciosa equina, uma doença sanguínea altamente transmissível e potencialmente fatal, é transmitida por vírus e afeta cavalos, em especial, tão pouco existe vacina e/ou tratamento.

A PETA – cujo lema afirma em parte, que “os animais não são nossos para uso para entretenimento ou abuso de qualquer outra forma” – destaca que “Todo Animal é um ser, sujeito” e oferece Kits de Empatia para com os animais gratuitos para pessoas que precisam de uma lição de bondade.

Para mais informações, visite PETA.org ou siga o grupo no X , Facebook ou Instagram .

Por David Perle / Tradução de Maira Lavalhegas Hallack

Fonte: PETA

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