Crueldade extrema: homem capturou a cachorra de sua vizinha com uma armadilha e depois a matou

Crueldade extrema: homem capturou a cachorra de sua vizinha com uma armadilha e depois a matou

Néstor Rohlik é acusado de capturar a cachorra com um dispositivo metálico utilizado para caçar raposas, matá-la com um golpe na cabeça com um “objeto contundente” e a enterrar no quintal de uma propriedade. Ele foi investigado.

A promotoria de Bahía Blanca, na Argentina, investiga outro caso de extrema crueldade animal em Pedro Luro, onde um homem capturou a cachorra de sua vizinha com uma armadilha e a matou com um forte golpe na cabeça, aparentemente porque ela matava suas galinhas.

Depois do fato, Néstor Francisco Rohlik teria enterrado o animal no quintal de uma fazenda localizada na rua conhecida como Diagonal, no bairro Villa Nielsen.

Ali o acusado, ao que parece, colocou uma “armadilha metálica para raposas”, e sobre a mesma colocou “uma galinha como isca”.

O dispositivo foi ativado entre a noite do dia 13 de agosto de 2018 e a madrugada do dia seguinte, capturando a cachorra, de propriedade de Elisa Lucía Moreale, que denunciou o ocorrido à polícia.

O local do ocorrido fica a uns 500 metros em direção sul do posto de combustível localizado no quilômetro 808 da Rodovia Nacional 3, onde Rohlik supostamente golpeou o animal com um “objeto contundente que provocou sua morte”.

Declaração

A policial Leila Scavarda, a cargo da Unidade Funcional de Instrução e Juízo Nº 12, questionou Rohlik em relação ao ocorrido, que configuraria o delito de “crueldade animal nos termos do inciso 7º do Artigo 3 da Lei Nacional 14.346”.

Esse artigo estabelece que será considerado um ato de crueldade “machucar animais intencionalmente, causar torturas ou sofrimento desnecessários ou matá-los somente por espírito de perversidade”.

Esta norma, denominada de “Proteção contra maus-tratos e crueldade para com os animais não humanos”, cumpre 65 anos de vigência. Prevê que “será reprimido com prisão de 15 dias a um ano quem causar maus-tratos ou vitimar os animais com atos de crueldade”.

Reforma da lei

Em março, se iniciou o debate de vários projetos de modificação e/ou substituição do texto legal, conforme explicou a Dra. Graciela Regina Adre, diretora do Instituto de Estudos de Direito Animal do Colégio de Advogados local e referência no assunto.

“Do debate iniciado deveria surgir a melhor lei para proteger penalmente os animais não humanos. A Rede de Advogados Animalistas da República Argentina (perfil público do Facebook) sempre sustentou que, em relação ao tema, existiam certos eixos ou pilares imóveis”, conforme um comunicado da Rede em referência à opinião dos deputados a favor da reforma da norma.

Departamento Judicial Bahía Blanca / Gustavo Asnes – La Nueva

Estas premissas são: manter a natureza penal da lei vigente, o caráter de vítimas, a amplitude dos animais protegidos e a diferenciação entre maus-tratos e crueldade, elevar as penas, conservar a autonomia, incluir novos tipos penais (delitos) e proibir a tração animal, a experimentação e todo entretenimento com animais.

As declarações da Dra. Adre foram prévias ao Terceiro Encontro Nacional de Advogados de Direito Animal, que ocorreu nessa cidade no final do mês passado e durante o qual foram expostos e debatidos distintos aspectos da temática.

Na polícia local, desde que começou o tratamento desse problema, há um número crescente de denúncias.

Outro ataque brutal em Villarino

No começo do mês passado veio a público outro caso de maus-tratos contra um animal também em Pedro Luro, no qual o suspeito será levado a juízo se não houver oposição da defesa.

Sebastián Omar Stefanelli foi acusado de amarrar um cão com corrente ao engate de uma caminhonete, arrastá-lo por 600 metros e ter causado “feridas múltiplas” em suas patas e costas.

A Dra. Scavarda deu por provado a prima facie que, no dia 18 de novembro de 2017, Stefanelli infligiu maus-tratos a um cão da raça Border Collie em uma rua de terra sem nome, a uns 400 metros da Rodovia 3, na altura do quilômetro 810, a poucos metros do hotel Termas de Ceferino.

O acusado teria “amarrado o animal com uma correia de passeio verde com um gancho giratório móvel em uma de suas pontas, presa a uma coleira de corrente, ao engate de uma caminhonete Volkswagen Amarok, de placas MHL 538”.

Posteriormente, Stefanelli ligou o veículo e começou a circular a bordo da Amarok, supostamente arrastando o canino de “pelagem comprida negra e peito branco”.

O acusado se negou a prestar declaração perante a promotoria, a qual logo solicitou ao juizado de Garantias Nº 3 a elevação a juízo da causa.

Assim como Rohlik, Stefanelli foi acusado de delito de “maus-tratos a animal nos termos do Artigo 3, inciso 7º, da Lei Nacional 14.346”.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: La Nueva

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