Defendida conservação do habitat das aves migratórias em Angola

Defendida conservação do habitat das aves migratórias em Angola

O chefe do departamento da biodiversidade do Ministério do Ambiente, Nascimento António, advogou hoje (quinta-feira), em Luanda, a sociedade a contribuir na protecção e conservação do habitat das aves migratórias, visando o equilíbrio do ecossistema.

O responsável falava à Angop à margem do workshop sobre “A importância do estudo das aves na biologia”, que decorreu numa iniciativa da Fundação Kissama, para saudar o Dia Mundial das Aves Migratórias, comemorado no segundo fim-de-semana do mês de Maio.

De acordo com ele, a transformação das zonas húmidas para construção de infra-estruturas sociais, depósito de lixo, desmatamento, assim como barreiras de migrações, coloca em perigo várias espécies de aves migratórias.

Nascimento António, que apresentou no evento o tema ” Política nacional sobre aves migratórias”, sublinhou que o país é rota importante de migração de aves migratórias, sobretudo aquáticas, daí a importância da conservação e preservação do mesmo.

“A população e as comunidades devem estar consciencializadas sobre a importância de se proteger o habitat das aves migratórias e as diversas espécies”, frisou.

Destacou dentre as espécies de aves migratórias os flamingos, pelicanos, grus, cegonhas, garças e águias.

Na sua dissertação lembrou que foram identificadas 11 zonas de importância internacional e principais para rotas de aves migratórias, de acordo com a Convenção de Ramsar (sobre espécies migratórias).

Adiantou que as áreas escolhidas são a Foz do Rio Tchiluango (Cabinda), Sacos dos Flamingos (Luanda), Restinga do Lobito (Benguela), Lagoa do Arco e Baia dos Tigres (Namibe) e Lagoa do Carumbo (Lunda Norte), assim como as zonas húmidas da província do Kuando Kubango.

O evento decorreu sob lema “Chega de morte, captura e comércio ilegal” e teve como objectivo apresentar diversos estudos relativos ao tema “Aves em Angola”, sob diferentes perspectivas, nomeadamente ciência, conservação arte, turismo e estratégia.

Na ocasião foi apresentado o livro “As Aves Comuns de Luanda”, um guia de campo bilingue (português e inglês). Este manual apresenta-nos 50 espécies de aves, as mais fáceis de se encontrar na cidade, com uma breve descrição para cada uma delas.

Participaram do evento, que decorreu na Faculdade de Ciência da Universidade Agostinho Neto, estudantes da referida instituição, associações, sector público e privado.

O Dia Mundial das Aves Migratórias foi proclamado em 2006, pelo Secretariado do Acordo para Conservação das Aves Aquáticas Migratórias da África-Eurásia (AWEA) e pela Convenção sobre Espécies Migratórias da Fauna Selvagem (CMS).

Fonte: Portal Angop / mantida a grafia lusitana original

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