Deixada para trás por causa da Covid-19, cadela viaja 15 mil km para se juntar aos tutores

Deixada para trás por causa da Covid-19, cadela viaja 15 mil km para se juntar aos tutores
Pip precisou aguardar cinco meses e viajar mais de 10 mil km para reencontrar família Foto: Reprodução/Instagram @noplans.justoptions

O sonho da família Eilbeck de viajar o mundo em um barco foi interrompido pela Covid-19. Em março, o casal Zoe e Guy, os filhos Cam e Max e a cadela Pip estavam nas proximidades do estado da Flórida, nos Estados Unidos, quando a governo decidiu fechar as fronteiras e solicitou que todos os estrangeiros retornassem para seus países de origem.

Não só o barco da família ficou, como também Pip. Não houve tempo hábil para conseguir toda a documentação e a mascote ficou aos cuidados de uma amiga da família. A ideia inicial era retornar para buscar a cadela pouco depois, mas a quarentena durou mais do que o previsto. No dia 28 de março a família viajou de volta para casa e apenas no início de agosto foi possível segurar Pip novamente no colo.

— Para levar um cachorro para a Austrália de avião precisaríamos de seis meses para providenciar toda a papelada — explica Guy em entrevista ao jornal “El periódico”.

A volta para casa só foi possível por conta de uma rede de apoio. O primeiro endereço da cadela foi uma fazenda nos EUA. Como a estadia se prolongou, a dona do espaço, Lynn Williams, pediu ajuda a uma rede de cuidadores voluntários de animais. Em abril Pip foi levada para a cidade de Hillsborough, na Carolina do Norte, aos cuidados de Ellen Steinberg e em junho passou a viver na casa de outra cuidadora voluntária, Stacey Green. Enquanto isso, a jornada da cadela era compartilhada na internet, por meio do perfil no Instagram @noplans.justopcions. Foi por meio da rede social que a jovem Melissa Young conheceu a saga de Pip e se ofereceu para viajar até Los Angeles com a cadela já em julho, quando a família recebeu o sinal verde das autoridades para viajar.

— Seria difícil para eles encontrar alguém para atravessar o país em uma viagem de 6 ou 7 horas de avião. Com a situação da pandemia, a demanda por ajuda na internet quase não recebia resposta, embora tenha sido compartilhada milhares de vezes — explicou Melissa, que é voluntária há anos em uma associação de resgate de cães, The Sparky Foundation.

Pip no colo da dona, Zoe, após reencontrar a família. Foto: Reprodução/Youtube Virgin Australia

Mesmo depois da autorização para viajar, Pip não conseguiu seguir direto para a Austrália e precisou pousar em Auckland, na Nova Zelândia. Apenas dois dias depois pôde embarcar no avião em direção a Melbourne. Quando o encontro com os tutores parecia próximo, Pip precisou ficar de quarentena por dez dias. O voo para Sidney deveria ocorrer no dia 3 de agosto, mas não havia disponibilidade de voos. Certa de que a mascote da família já havia viajado o bastante, a dona, Zoe Eilbeck, decidiu ir de carro ao encontro de Pip. Tentativa que foi frustada quando as autoridades locais fecharam as fronteiras do estado de Victoria, onde o animal estava. Apenas no dia 11 de agosto, com a ajuda de uma companhia aérea, o reencontro aconteceu.

— Nosso maior medo era que ela não se lembrasse de nós depois de tanto tempo. Meus filhos ficaram tão preocupados… mas quando ela ouviu nossas vozes, veio correndo para nossos braços. Foi absolutamente incrível tê-la de volta depois de todo esse tempo — contou Zoe para a “CNN”.

Fonte: Extra

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