Delta Air Lines proíbe o transporte de troféus de caça

Delta Air Lines proíbe o transporte de troféus de caça

A companhia aérea norte-americana foi pressionada a se comprometer com a proibição após cerca de 400.000 assinaturas de uma petição online.

Por Steve Robson / Tradução Alice Wehrle Gomide

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Delta Air Lines proibiu o transporte de troféus de caça (partes de animais mortos) devido à revolta global com a morte de Cecil o leão.

A companhia aérea norte-americana foi pressionada a se comprometer com a proibição após cerca de 400.000 assinaturas de uma petição online.

Os responsáveis pela campanha alegaram que outras companhias aéreas internacionais já tinham se comprometido com a proibição do transporte de troféus de caça.

Mas sendo a única companhia aérea dos EUA a voar diretamente para a África, Delta Air Lines foi alvo específico dos ativistas dos direitos animais.

Em uma declaração emitida no último dia 3, a companhia disse: “Com efeito imediato, a Delta irá oficialmente proibir o transporte de todos os troféus de leão, elefante, rinoceronte e búfalo ao redor do mundo como carga”.

“Antes dessa proibição, a estrita norma de aceitação da Delta estava em absoluto cumprimento com todas as regulações do governo sobre espécies protegidas.”

“A Delta também irá revisar as normas de aceitação de outros troféus de caça com as apropriadas agências do governo e outras organizações de apoio aos transportes legais.”

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A decisão ocorre em meio ao contínuo furor sobre a morte de Cecil pelo dentista americano Walter Palmer.

O dentista de 55 anos passou a se esconder depois que foi liberada a informação de que ele alegadamente pagou U$ 50.000 para caçar e matar Cecil, um dos leões mais conhecidos na África.

O governo do Zimbábue chamou Palmer de um “caçador estrangeiro” e exigiu sua extradição do EUA.

A Casa Branca disse que irá revisar a petição pública pedindo sua extradição depois que mais de 100.000 pessoas assinaram a mesma.

A Ministra do Meio-Ambiente do Zimbábue Oppah Muchinguri disse: “Nós estamos apelando pela sua extradição para o Zimbábue para que ele possa ser responsável pela sua ação ilegal”.

“Era muito tarde para apreender o caçador estrangeiro porque ele já tinha fugido para seu país de origem”.

Também foi divulgada a informação de que Palmer estava planejando matar um elefante depois de Cecil.

Theo Bronkhorst, que liderou a expedição de caça de Palmer, disse: “O cliente perguntou se nós poderíamos encontrar para ele um elefante maior que 29 Kg (o peso de uma presa), que é um elefante muito grande”.

“Mas eu disse a ele que eu não conseguiria encontrar um tão grande, então ele foi embora no dia seguinte”.

Fonte: Mirror

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