Dentista que matou leão continua escondido e não responde à polícia

Dentista que matou leão continua escondido e não responde à polícia

Walter Palmer, o dentista que matou o leão Cecil, já lamentou o sucedido, desculpando-se com os guias e com o facto de não saber que o animal “era conhecido”.

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Por estes dias, um dentista norte-americano do Minnesota, Walter Palmer, tornou-se persona non grata. O seu passatempo como caçador foi revelado ao mundo após ter sido revelado que foi ele quem matou Cecil, um leão de 13 anos que era a principal atração de um parque natural no Zimbabué.

No Zimbabué, dois guias que o acompanharam já foram detidos e a ministra do Ambiente, Oppah Muchinguri, já pediu aos Estados Unidos a extradição do dentista. Entretanto, com pessoas à porta da sua casa e da sua clínica, Walter Palmer continua sem aparecer. E nem sequer responde às chamadas de agentes federais.

Ed Grace, responsável da U.S. Fish and Wildlife Service, entidade do governo norte-americano que regula questões relacionadas com a preservação de vida selvagem, adiantou ao Washington Post que “de certeza que ele [Walter Palmer] sabe” que as autoridades americanas estão à sua procura.

Quando for encontrado, o dentista caçador corre o risco de ser extraditado. Explica o Huffington Post que um acordo assinado entre os EUA e o Zimbabué, em abril de 2000, estipula que o acordo de extradição pode ser aplicado em crimes que possam implicar uma pena de prisão de pelo menos um ano. É o caso da morte de Cecil, que foi atraído para fora do parque, acabando por ser morto numa zona onde tal era proibido.

Ainda assim, como adiantava a Slate, o mais provável é Walter Palmer ser julgado, mas nos próprios Estados Unidos. A verificar-se, poderia dar-se até a situação de Palmer ser julgado não pela morte do animal, mas por suborno – já que pagou a guias locais para conseguir matar o animal, numa caçada ilegal.

Enquanto Walter Palmer continua desaparecido, o Market Watch dá conta da revelação feita por um dos guias contactados pelo dentista norte-americano: antes de matar o leão, Walter Palmer queria caçar “um elefante muito grande”. Mas como lhe foi dito que não seria possível encontrar um elefante assim tão grande, Palmer, que no seu curriculum conta já com várias mortes de animais, desistiu da ideia.

Cecil, o leão, era um símbolo do Parque nacional de Hwange. O animal foi atraído, com isco, para fora da zona protegida onde vivia. Foi ferido com uma seta, mas sobreviveu cerca de 40 horas até ter sido finalmente morto, decapitado e esfolado.

Fonte: Mundo ao Minuto (Portugal) / mantida a grafia original

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