Denunciam a morte de uma mula e três cavalos em romaria na Espanha

Denunciam a morte de uma mula e três cavalos em romaria na Espanha
Cavaleiros na romaria de Rocío. Foto: EfeAgencia EFE

O Partido Animalista com o Meio Ambiente (Pacma) criticou publicamente a morte de três cavalos que participavam da romaria a El Rocío, dois deles na estrada, perto do Palácio do Rei e outro na própria aldeia. Estas mortes se somariam à de uma mula que morreu no dia 16 de maio na rua Sanlúcar, também na aldeia, segundo fontes do 112 e de vários meios de comunicação, notou o grupo. As causas da morte destes animais ainda não foram confirmadas, mas os rumores “já se espalharam”. Pacma especificou que essas mortes, como apurou a formação, iriam desde ataques cardíacos, fraturas no pescoço em consequência de uma queda e até o desabamento de uma viga na cabeça de um deles; “Se isto se confirmar, é um completo disparate”, afirmaram num comunicado, no qual afirmaram já ter solicitado as explicações “pertinentes” às autoridades.

Segundo a coordenadora provincial da formação em Sevilha, Clara Márquez, foi possível confirmar de forma “fiável” o incumprimento do artigo 65.7 da Lei do Bem-Estar Animal, que proíbe a utilização de animais em peregrinações e eventos festivos onde elementos pirotécnicos são usados. “Testemunhas diretas nos informaram que várias irmandades têm utilizado fogos de artifício durante o seu percurso na peregrinação”, disse o coordenador. Especificamente, na quarta-feira, 15 de maio, aproximadamente das 6h00 às 11h00, a Irmandade de Benacazón “lançou foguetes continuamente, culminando em uma queima de fogos de artifício que durou mais de um minuto”. Márquez acrescentou que situações semelhantes ocorreram na passagem por Villamanrique e com a Irmandade de Huelva, onde foram lançados foguetes ao passar pelo Comando da Marinha.

Neste sentido, Pacma sublinhou que, no início de abril, Antonio Sanz, conselheiro da Presidência da Junta de Andalucía, “anunciou melhorias de segurança para este ano na peregrinação do Rocío, incluindo medidas de proteção dos animais num plano que foi anunciado como inédito na Europa. Para a formação, estas medidas não são suficientes: “apenas foram instalados 15 pontos de água e áreas de sombra para mais de 20 mil animais, entre cavalos e bois, esperados na peregrinação”, explicou ainda a coordenadora. Além disso, “não foi fornecida nenhuma informação sobre as medidas tomadas durante a peregrinação ou para a viagem de regresso, que é o trecho mais delicado da peregrinação”. Nos anos anteriores, observou Márquez, “observamos casos de animais abandonados, como um boi amarrado a uma árvore na entrada de Sevilha”.

Sobre a utilização de pirotecnia, Márquez afirmou que “não tem conhecimento das medidas específicas adotadas em relação à sua utilização durante a peregrinação”, mas assume que “nenhuma ação eficaz foi tomada”. Pacma apela aos cidadãos que “estejam atentos e denunciem” qualquer caso de abuso de animais ou uso de fogos de artifício na peregrinação: “pedimos que gravem, fotografem e denunciem às autoridades e nos enviem as informações”.

Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: La Razón