Depois de quatro meses em tratamento, tartaruga-oliva é devolvida ao mar em Porto de Galinhas, PE

Depois de quatro meses em tratamento, tartaruga-oliva é devolvida ao mar em Porto de Galinhas, PE
Olivinha voltou ao mar na manhã desta sexta-feira (8), após quatro meses de cuidados. — Foto: GoPro Maraca/Ecoassociados

Depois de muitos cuidados, uma tartaruga da espécie tartaruga-oliva foi devolvida ao mar, na manhã desta sexta-feira (8), na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. O tratamento do animal, resgatado em setembro de 2020, ficou a cargo da Ecoassociados, Organização sem fins lucrativos (ONG) que atua desde 1998 no monitoramento de tartarugas marinhas.

Vídeo: Tartaruga é devolvida ao mar após tratamento

“Foram banhistas na praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, que encontraram a tartaruga ferida”, contou a veterinária da ONG, Taciana Bezerra. Após ser resgatada pela prefeitura de Jaboatão, a tartaruga foi levada ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas Tangará), unidade da Agência Pernambucana de Meio Ambiente (CPRH), no bairro de Guabiraba, na Zona Norte do Recife.

“Como temos uma parceria, a tartaruga foi encaminhada para nossa ONG e recebeu todos os cuidados, já que ela chegou com escoriações nas duas nadadeiras e pescoço”, relatou a veterinária.

O processo de recuperação de Olivinha, como foi carinhosamente apelidada pela equipe técnica e funcionários da ONG, levou quase quatro meses. “Aqui a gente tem uns tanques onde ficam os animais. Eles ficam separados, pelo hábito do animal, porque é um animal solitário, então a gente faz essa reabilitação individual”, explicou Bezerra.

Tartaruga-oliva, apelidada de Olivinha, tem 1,574 quilos e 22,4 centímetros de comprimento e largura. — Foto: GoPro Maraca/Ecoassociados

De acordo com ela, Olivinha recebeu tratamento convencional, com anti-inflamatórios, e também teve auxílio de terapias integrativas. “Acupuntura, moxabustão, laserterapia no processo de cicatrização… A gente quase sempre utiliza as terapias integrativas, que tem um sucesso bem positivo”, contou.

Recuperada, a tartaruga de 1,574 quilos e 22,4 centímetros de comprimento e largura pôde voltar para casa. De acordo com Vivian Chimendes, bióloga e coordenadora do projeto, os meses de janeiro, fevereiro e março são os mais intensos já que as praias viram berçários para a desova das fêmeas.

ONG Ecoassociados atua desde 1998 no monitoramento de tartarugas marinhas das prais de Porto de Galinha — Foto: GoPro Maraca/Ecoassociados

“A gente monitora as praias do Porto de Galinhas, porque são áreas de desovas de tartarugas, todos os anos as praias são berçários e as fêmeas vêm para a praia à noite para desovar. Desde 1998, protegendo essas fêmeas e os filhotes”, disse.

A bióloga também ressaltou a necessidade da educação ambiental, parte fundamental na manutenção da vida marinha. “Antes da pandemia recebíamos visitação no nosso museu, para conscientizar e educar crianças e adultos sobre os cuidados com os animais. Mas seguimos frisando a importância do cuidado com as tartarugas e da importância em não mexer nas desovas e cuidar do meio ambiente”, afirmou Chimendes.

Fonte: G1

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