Deputada vai ao MP para denunciar morte de cães de guarda em presídios do RS, por falta de ração

Deputada vai ao MP para denunciar morte de cães de guarda em presídios do RS, por falta de ração

Regina Becker relata casos em Osório, Rio Grande e Pelotas. Administradores desmentem.

Após receber denúncias, nas últimas semanas, sobre a morte de pelo menos 10 cães em penitenciárias do Estado por falta de verba para a compra de ração, a deputada estadual Regina Becker (Rede) afirmou hoje que vai ingressar com uma representação no Ministério Público para denunciar o fato. A parlamentar disse que as denúncias partiram de pessoas que fazem os cuidados diretos a esses animais, usados para auxiliar na guarda do sistema prisional gaúcho. O caso mais grave, segundo ela, ocorreu na Penitenciária de Osório, no litoral Norte do Rio Grande do Sul.

“Eu soube da denúncia nas últimas semanas. De que isso vem ocorrendo sucessivamente, partindo dos próprios servidores do sistema prisional gaúcho. É inadmissível que esses cachorros sejam condenados a pena de morte por falta de alimentos e ainda exercendo uma função de trabalho em um ambiente totalmente insalubre. Os animais não cometeram nenhum delito e recebem uma pena mais rigorosa que os próprios detentos”, alertou.

Regina revela que, em abril, questionou o secretário da Segurança, Wantuir Jacini, sobre o problema e, como não houve avanço, recorreu ao governador. Sartori garantiu providências. A parlamentar sustenta ter recebido relatos de falta de ração nas cadeias de Osório, Rio Grande e Pelotas.

Os diretores das três instituições negaram os fatos, em entrevistas para o A Cidade É Sua, na Rádio Guaíba. Entretanto, admitiram que em Rio Grande e Osório houve falta temporária de ração, mas que não resultou em morte de cães. A comunidade auxiliou, à época, na aquisição de mais ração.

Em Santa Maria, na região Central, a ração para os cães em presídios é fabricada pela Susepe, na tentativa de driblar a falta de alimento. O diretor da penitenciária de Rio Grande, Ben Hur Goulart, estima que esse exemplo possa virar modelo. “Essa é uma iniciativa que surgiu em Santa Maria para suprir a demanda de lá. Nada impede que parte da ração produzida seja redistribuída. A tendência é de que as demais administrações penitenciárias adotem o mesmo modelo”, projetou.

Mesmo com a negativa da falta de alimentos por parte dos administradores das cadeias, a Susepe revelou que vai abrir um pregão eletrônico para a aquisição de ração, por um período de seis meses. Ao todo, há 330 cães atendendo o sistema penitenciário gaúcho. Reportagem: Eduardo Paganela, Vitória Famer, Voltaire Porto / Rádio Guaíba

Fonte: Felipe Vieira

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