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DF: Depois de tratados pelo Zoo de Brasília, animais são devolvidos à natureza

Dois jabutis, um lobo-guará fêmea e um ouriço, que estavam em recuperação no hospital veterinário do Zoológico de Brasília foram entregues ao Ibama/DF e serão levados a uma reserva ambiental particular no estado de Goiás.

Por Ana Paula Oliveira

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Dois jabutis, um lobo-guará fêmea e um ouriço, que estavam em recuperação no hospital veterinário do Zoológico de Brasília, foram entregues ao Ibama/DF (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente), na manhã desta segunda-feira (18). Os animais foram encaminhados a uma reserva ambiental particular no estado do Goiás, a 70km de Brasília.

Aline Rezende Peixoto, superintendente do Ibama explicou que alguns dos animais foram encontrados com ferimentos e outros abandonados. Depois de passar por avaliação no Cetas (Centro de Triagem de Animais Silvestres) do Ibama, foram entregues ao hospital veterinário do zoológico para tratamento. “Quando estão aptos a soltura nós devolvemos para a reserva ambiental”, disse.

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Além da captura pelo Ibama e pelo zoológico, os animais feridos ou que sofrem maus-tratos, podem ser recuperados por meio de denúncias da população e pela Polícia Ambiental. Segundo a superintendente, em 2015 quase 3.800 animais, na maioria pássaros foram recuperados. “No caso da entrega voluntária de animais, a pessoa não tem nenhum tipo de ônus ou paga multa”, explicou, Aline.

O lobo-guará chegou ao zoológico em outubro do ano passado, os jabutis foram abandonados próximo ao Zoo. O processo de recuperação dos bichos depende das condições em que cada um é encontrado. “O lobo tomou um tiro, provavelmente nos arredores do Parque Nacional de Brasília e foi entregue pelo Batalhão Florestal ao Ibama que encaminhou para o zoológico”, contou a superintendente do Ibama.

Readaptação

A ambientação dos animais na natureza depende da forma como eles são mantidos durante o tratamento. O diretor do Hospital Veterinário do Zoológico, Rafael Bonoremo, destacou a importância desses animais voltarem para a natureza. “Banco genético, cadeia alimentar, ciclo ecológico. Se eles têm condições, têm que estar no ambiente natural”, afirmou.

O médico ressaltou, ainda, que as famílias devem ter cuidado na hora de acolher um animal de estimação. “As pessoas acham que é brincadeira de criança. Quando vir o bicho pequeno acha bonito e quando cresce não tem onde botar mais. Esse é mais um motivo para se evitar esse comércio desenfreado de determinadas espécies. O pessoal acha que é cachorro, trata como cachorro, dá uma alimentação inadequada. Quem não conhece não pode cuidar”, esclareceu.

Assista vídeo com os animais que foram tratados:

Fonte: Fato Online 

Nota do Olhar Animal: Por mais “boas ações” que os zoológicos pratiquem, eles continuam explorando comercialmente o confinamento de animais, submetendo-os a condições que danosamente os impedem de expressar sua natureza. A defesa dos animais não é um sistema de crédito, onde boas ações compensam e dão permissão para que se cometam maus-tratos e abusos. 

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