Distribuição de alimentos a animais de rua na pandemia é citada em projeto da Câmara de Fortaleza, CE

Distribuição de alimentos a animais de rua na pandemia é citada em projeto da Câmara de Fortaleza, CE

Com o intuito de implementar programa de distribuição de alimentação a animais de rua em Fortaleza, um projeto de Indicação foi aprovado em sessão virtual da Câmara Municipal de Fortaleza na última terça-feira (16). Segundo a vereadora Larissa Gaspar, autora da matéria, a ação foi pensada por conta do comprometimento do auxílio oferecido a esses animais por conta da pandemia de Covid-19 no Ceará.

“No nosso município temos mais de 132 mil animais nas ruas e a gente sabe que quem cuida deles é o terceiro setor e a sociedade civil, muitas vezes são tutores de baixa renda também, e vemos muitas reclamações de ausência da ajuda do poder público para subsidiar essas ações de cuidado nesse momento”, diz a parlamentar. Além disso, afirma que a ideia é diminuir os impactos vistos por conta da falta de recursos e da impossibilidade que existe para os deslocamentos atualmente.

“A ideia do programa é que a prefeitura compre os alimentos por meio do órgão temático específico, que é a Coordenadoria de Proteção e Bem-estar Animal (Coape), e faça a aquisição desses alimentos, nos trâmites cabíveis”, opina. De acordo com Gaspar,  também se faz necessária “a entrega a tutores de baixa renda, organizações e protetores para que essas ações continuem acontecendo”.

Outras ações

Mapa da Covid-19 no Ceará

Para a responsável pela Coordenadoria de Proteção e Bem-estar Animal, a ex-vereadora Toinha Rocha, esse trabalho já está sendo realizado desde o início pandemia do novo coronavírus em solo cearense, quando rações foram distribuídas no município. “Já distribuímos quase 10 toneladas desde o mês de março, por exemplo. A intenção do projeto é muito boa, obviamente, mas é algo que também já faz parte das políticas públicas”, aponta.

De acordo com a ex-parlamentar, o projeto Proteção Patas Unidas, que teve apoio da Sociedade Protetora Ambiental no Ceará (SPA), da Proteção Animal Mundial (World Animal Protection), da sociedade civil e da própria Prefeitura, foi responsável pela questão. Ao todo, ela pontua, 41 pontos de abandono, 63 protetores independentes, 63 lares temporários e 4 abrigos foram atendidos.

Além disso, uma nova licitação para a compra de mais 24 toneladas de alimentos já está em andamento. “Não chegamos a todos, tenho certeza disso, nem mesmo com as novas 24 toneladas chegaremos. Mesmo assim, vamos matar a fome de muitos animais”, opina. 

Fonte: Diário do Nordeste

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.