Distritais aprovam CPI para investigar maus-tratos a animais

Distritais aprovam CPI para investigar maus-tratos a animais
FOTO: MICHAEL MELO/ METRÓPOLES

Os distritais aprovaram a instalação de mais uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). Desta vez, para investigar maus-tratos a animais. A proposta do deputado Rodrigo Delmasso (PTN) foi votada pela Casa depois da divulgação do caso da pit bull Natasha, que teria sido agredida e supostamente abusada sexualmente pelo tutor no Núcleo Bandeirante.

Para o deputado, o caso da cadela não é o único no Distrito Federal, o que motivou o pedido de abertura de uma CPI. “Vimos que no DF, infelizmente, ocorrem muitos casos de maus-tratos. Por isso, decidimos que seria bom que aprofundássemos no assunto”, disse.

Outras duas CPIs estão em curso na Câmara Legislativa: da Saúde e da Pedofilia. A última presidida pelo próprio Rodrigo Delmasso. O Regimento Interno da Câmara, segundo o distrital, prevê o trabalho simultâneo de apenas duas comissões. Porém, uma terceira poderá ser instalada, caso a Mesa Diretora autorize.

Vaquejadas

Nesta legislatura, os distritais aprovaram projeto de lei que autoriza a realização de vaquejadas no DF que, para muitos, estão relacionadas a maus-tratos a animais. A matéria é polêmica e já foi questionada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) .

No mês passado, o assunto foi tema de debate no Supremo Tribunal Federal (STF), quando os ministros decidiram tornar a prática ilegal, por avaliarem que há maus-tratos aos animais que fazem parte do circuito nacional. Os defensores das vaquejadas negam e dizem que elas fazem parte da tradição cultural do país.

Por Suzano Almeida


Nota do Olhar Animal: A lógica que explica estas ações contraditórias é que, se gera dinheiro para um grupo de pessoas, os maus-tratos contra animais são permitidos. Se não gera recursos para ninguém, aí talvez sejam proibidos, até porque que se mostrar “defensor dos animais” resulta em votos.

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