Doença viral sem cura causa mortes de cães no sul da Bahia

Doença viral sem cura causa mortes de cães no sul da Bahia
Cinomose atinge principalmente filhotes de cachorros. (Foto: Reprodução/ TV Santa Cruz)

Uma doença viral causou a morte de 100 cães em Arraial D’Ajuda, distrito da cidade de Porto Seguro, no sul da Bahia, desde janeiro deste ano, de acordo com dados da ONG Anjos D’Ajuda. A cinomose é um vírus com alto nível de contaminação que, geralmente, atinge filhotes e pode levar a morte dos animais em poucos dias.

“No início, [o cão] não quer comer, depois tem diarreia. Depois são as patas. Ele anda e começa a cair”, relata a presidente da Ong, Janete Egengoor. A instituição trabalha com ações de conscientização, como distribuição de cartazes, para prevenir a doença, por meio da vacinação e castração dos animais.

Os bairros de Arraial D’Ajuda com o maior número de denúncias de cães com cinomose são o Alto das Vilas, São Pedro, Guanabara, Aldeia Pataxó e São Francisco.

Conforme especialistas, o que dificulta o diagnóstico da doença é que alguns animais doentes podem ser assintomáticos ou seja, não apresentam sintomas, mas continuam transmitindo o vírus.

Os seres humanos também são agentes transmissores da cinomose. Sendo assim, se uma pessoa encostar em um cãozinho doente sem saber, o vírus fica nas roupas e sapatos e, ao ter contato com outro animal, pode transmitir a doença.

O veterinário Paulo Lobo, do Centro de Controle de Zoonoses de Porto Seguro, explica que a doença não tem cura. “Os médicos veterinários que forem fazer tratamento para esses animais diagnosticados com a doença, são tratamentos sintomáticos, sabendo que não tem cura para a doença”, afirma. A vacina contra cinomose custa cerca de R$ 60.

Fonte: G1


Nota do Olhar Animal: Políticas públicas de prevenção de doenças, quando existe alguma ação pública, limitam seu foco nas zoonoses, ou seja, nas doenças de animais não humanos transmissíveis ao ser humano (por exemplo, raiva e leishmaniose). Não é o caso da cinomose, que atinge cães e algumas outras espécies, mas não afeta os humanos. Está mais do que na hora de se incluir nestas políticas medidas que atendam exclusivamente aos interesses dos animais, de prevenção contra doenças como cinomose, parvovirose, etc.

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