Dois angolanos detidos no sul do país por tráfico de marfim e abate de elefantes

Dois angolanos detidos no sul do país por tráfico de marfim e abate de elefantes

Os indivíduos já praticavam há algum tempo a caça de elefantes e o tráfico de marfim e andavam debaixo de olho das autoridades.

A polícia angolana deteve dois cidadãos nacionais por suposto abate de elefantes no município do Dirico, província do Cuando Cubango, no sudeste de Angola.

Em declarações esta sexta-feira à agência Lusa, o diretor adjunto do Serviço de Investigação Criminal (SIC), superintendente-chefe Job de Almeida, disse que com os acusados, um deles guarda-florestal, foi encontrada uma arma automática do tipo AKM e dois dentes de elefante, que se supõe adulto.

Segundo Job de Almeida, os indivíduos já praticavam há algum tempo a caça de elefantes, que foi descoberta com base num trabalho de inteligência criminal, ou seja, com base em informações policiais.

“Eles foram detetados com dois dentes, mas já havia dentes apreendidos, entre quatro a seis, também resultado da organização do grupo”, referiu o responsável.

Este ano, informou ainda Job de Almeida, foram já detidos outros indivíduos pelo abate de animais de diversas espécies, fruto de um trabalho conjunto do SIC e Polícia Nacional.

Job de Almeida disse que os indivíduos, em prisão preventiva, foram objeto de instauração de processos-crime, que estão na fase de instrução preparatória.

O responsável avançou ainda que o marfim, segundo os detidos, era comercializado mesmo no Cuando Cubango, mas as autoridades acreditam que seja igualmente levado para outras regiões.

Angola leva a cabo a luta contra a venda ilegal de animais selvagens, problema que afeta nomeadamente o elefante e se faz sentir também com as redes internacionais de tráfico de marfim.

Em junho deste ano, as autoridades alfandegárias francesas anunciaram a detenção em Paris, de um homem proveniente de Angola com 142 quilogramas de marfim e que viajava com destino ao Vietname, operação que mantém aquele país africano na rota internacional deste tráfico.

Fonte: Observador / mantida a grafia lusitana original 

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