Tutora de cachorra torturada perde guarda das três filhas após denúncia

Tutora de cachorra torturada perde guarda das três filhas após denúncia

Casal foi denunciado após vídeo mostrar situação insalubre da casa. Mãe era tutora de cachorra que foi escalpelada em Petrópolis, no RJ. 

Por Andressa Canejo

O juiz em exercício da 1ª Vara da Família de Petrópolis, na Região Serrana, Ricardo Rocha, expediu nesta sexta-feira (15) mandado de busca e apreensão das três filhas – de 4, 7 e 9 anos – da tutora da cachorra Belinha que morreu após ser escalpelada. A mulher foi denunciada por maus-tratos contra as crianças junto com o ex-marido, que é suspeito de ter torturado a cadela que vivia com mais 16 cães no local. O juiz deferiu a guarda para a avó paterna.

RJ petropolis belinhaA decisão foi tomada após denúncia feita pelo delegado titular da 105ª DP, Alexandre Ziehe, relatando as condições precárias em que as crianças viviam entre os diversos animais do casal, em meio à fezes e urina. Um vídeo entregue ao investigador nesta quinta-feira (14) mostra o local, considerado insalubre, onde moravam as crianças.

A mãe prestou depoimento na 105ª Delegacia de Polícia, no Retiro, durante a tarde. As três crianças também estavam na unidade policial. Um oficial de justiça foi à delegacia para apreender as crianças e entregá-las à avó paterna. A mãe será liberada e vai aguardar um posicionamento da Justiça sobre o caso.

Relembre o caso

A tortura da cachorra Belinha causou comoção e indignou moradores de Petrópolis. O caso foi divulgado nesta quinta-feira (14) por uma entidade que presta assistência aos animais. A vira-lata, com cerca de 3 anos, foi encontrada pela tutora na quarta, à beira da morte, com uma orelha cortada e quase 40% da pele arrancados. O suposto agressor, o ex-marido da mulher que cuidava de Belinha, foi detido na tarde desta quinta e levado para a 105ª DP para prestar depoimento. O fato foi levado para a Vara da Violência Doméstica e o mandado de prisão temporária foi expedido.

A tutora de Belinha participa ativamente de campanhas para adoção de animais e o terreno onde ficam os cachorros é usado como lar provisório. Há pouco mais de um mês, uma campanha de adoção diminuiu de 47 para 17 o número de cachorros no local. Dentre os que ainda não tinham conseguido uma nova família estava Belinha.

Fonte: G1

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.