Dor e morte. Dor do corte

Dor e morte. Dor do corte

Por Dr. phil. Sônia T. Felipe

Falar da dor dos humanos que cortam carnes e esquecer das dores dos animais mortos para virar carne. Se não matassem animais não haveria trabalho lesivo no corte de suas carnes. Se não comessem animais não haveria trabalhador sofrendo lesões na esteira dos cortes dos cadáveres. A dieta abolicionista vegana nos liberta de todas essas dores alheias: das dores que já não causamos mais aos animais mortos para virar nacos de carne no prato humano, e das dores dos trabalhadores sofrendo na esteira do corte das carnes dos animais. O documentário Carne Osso esqueceu de falar das duas dores e da libertação vegana abolicionista!

Certos discursos cegam os humanos, ao forçarem-nos a olhar apenas para o próprio umbigo, para o que acham que é o foco da luz neste planeta Terra: o animal humano.

Isso desvia a atenção que já deveríamos ter dado há séculos à dor, ao tormento e à matança dos animais não-humanos para satisfazer costumes humanos, por exemplo, o de comer pedaços de carnes ou de comer queijos e iogurtes produzidos com a secreção da glândula mamária de vacas.

Enquanto acharmos que somente a dor humana conta, continuaremos a produzir a dor em todos os animais sem sentir dor alguma. Estamos ficando cada vez mais de-mentes, quero dizer, perdendo nossa mente.

E quando a tivermos perdido por inteiro, restará o que, mesmo, digno de respeito, em nós? Nosso corpo? Mas corpos animais não foram feitos apenas para serem assassinados e comidos? Se essa é a lógica para tratar dos outros, como esperar que não sejamos tratados com ela?

Na Páscoa assam ovelhas. No café da manhã comem patê de foie gras sobre torradas. Todos os dias escolhem um naco de carne, ou nacos de carnes de diferentes animais e compõem com eles o prato para almoçar e jantar. Em sanduíches “não pode faltar um pedaço de queijo”. E para que tudo isso possa ser servido, os animais foram forçados a nascer sem que ninguém os quisesse vivos no planeta, a não ser o tempo necessário para seu crescimento e serventia humana.  


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