Duke viveu acorrentado durante 4 anos — celebra agora o primeiro Natal quentinho

Duke viveu acorrentado durante 4 anos — celebra agora o primeiro Natal quentinho
Ao lado da nova mamã e também salvadora.

Foi preciso uma tragédia para Duke ser salvo. Hoje, mais de um ano depois do seu resgate, o mix de Pitbull não é o mesmo — tem uma família, uma cama quentinha, uma caixa cheia de brinquedos e incontáveis presentes debaixo da sua árvore de Natal. Pela primeira vez desde que nasceu, vai ter direito de celebrar as festas de fim de ano sem se preocupar.

Durante quatro anos, viveu num terreno com vários outros cães e, apesar dos esforços da equipa de intervenção da People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), uma organização de bem-estar e defesa animal, o seu então detentor recusava-se a entregar os animais. Fizesse chuva ou sol, todos viviam acorrentados às casotas, subnutridos e “severamente neglicenciados”.

Sempre que lá iam, os funcionários da associação eram recebidos cheios de beijinhos pelo mix de Pitbull, que, apesar da realidade à qual estava condenado, não deixava de demonstrar todo o amor que carrega. “Embora tivesse uma vida de privações, o seu entusiasmo pelo afeto humano nunca mudou. Quando os seus amigos da PETA apareciam, ele saltava, mexia-se de alegria e rebolava para receber massagens na barriga”, partilhou a PETA.

Houve um dia que tudo finalmente mudou, mas foi preciso uma tragédia para tal. Minnie, uma das filhotes do Pitbull, foi encontrada sem vida ainda acorrentada à sua casota e a organização sabia que tinha de agir. Depois de contactar as autoridades, a polícia do condado de Bertie, na Carolina do Norte, Estados Unidos, foi buscar o seu corpo, bem como os restantes animais.

Do lixo ao luxo longe da negligência

Antes dos animais serem retirados do terreno, os funcionários da PETA estavam habituados a visitá-los para oferecerem comida, água, novas casotas e desparasitá-los. Ainda assim, quando chegou à clínica veterinária, Duke teve de passar por tratamentos extras. Afinal, foram quatro anos sem receber qualquer ajuda médica e os nutrientes de que precisava.

Já a autópsia de Minnie, revelou que a cadela havia morrido de “fome e extrema negligência”. O detentor foi acusado de sete crimes de crueldade contra os animais, pelos maus tratos prolongados a Duke, Minnie e cinco outros cães. Após uma “longa batalha judicial”, a PETA obteve a custódia permanente dos patudos sobreviventes.

Meses depois, após ficar na sede da organização em Virgínia, Duke foi finalmente colocado para adoção em setembro de 2022. O cão de 27 quilos encontrou o seu final feliz este ano, após ser acolhido por uma das suas salvadoras e vai passar agora o seu primeiro Natal dentro de casa. O patudo já recebeu os seus petiscos natalícios favoritos, foi conhecer o Pai Natal e tem muitos presentes à sua espera para a noite da Consoada.

“A equipa de intervenção da PETA nunca desistiu de Duke”, partilhou Daphna Nachminovitch, vice-presidente sénior da organização de bem-estar animal, num comunicado mencionado pela revista “People”. “Depois de anos de sofrimento, ele está finalmente a aproveitar o Natal numa casa segura e acolhedora”, acrescentou.

A seguir, carregue na galeria para ver a transformação de Duke.

Por Izabelli Pincelli

Fonte: Pets in Town / mantida a grafia lusitana original

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