Ecologistas denunciam que cresce a importação de macacos para experiências

Tradução de Marli Vaz de Lima

A associação de Defesa dos Direitos dos Animais (ADDA) denunciou no dia 16 de abril que na Espanha dobrou de um ano para o outro a importação de macacos para experiências, segundo as cifras publicadas pelo Ministério das Finanças da República de Maurício, principal ilha do Oceano Índico provedora de primatas.

Segundo revelam estas cifras, em 2014 foram exportados 4.486 macacos para a Europa, e a Espanha foi o segundo país, atrás somente da França, com maior importação desses primatas destinados à indústria de pesquisa internacional, com 1.077 macacos importados.

No caso da Espanha, conforme os dados obtidos pela ADDA, o aumento “é considerável e preocupante”, visto que em 2014 foram importados 1.077 macacos em comparação aos 677 de 2013, o que representa um aumento de mais de 59%.

Estes primatas, segundo a ONG, são enviados para Camarles, município da Espanha na província de Tarragona, no Baixo Ebro, onde existe uma granja de criação para a importação e distribuição dos símios.

Os defensores de animais denunciam que estes primatas são usados para a pesquisa toxicológica, testes que podem durar meses durante os quais os animais “recebem produtos químicos e medicamentos mediante injeções ou ingestão forçada”, ou para a pesquisa neurológica, que consiste na “implantação de eletrodos e dano cerebral”.

O número total de macacos importados das Ilhas Maurício durante 2014, de acordo com a ADDA, representou um aumento de 49% em relação a 2013, e o número de macacos exportados aos Estados Unidos também aumentou em 61% durante este período (4.190 contra 2.608 em 2013) e centenas de animais foram capturadas em seu habitat.

Fonte: La Vanguardia

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