Elefanta de 65 anos recebe atendimento veterinário urgente depois de ser maltratada e trabalhar em excesso

Elefanta de 65 anos recebe atendimento veterinário urgente depois de ser maltratada e trabalhar em excesso

Em todo o mundo, apesar de os elefantes serem animais gentis, majestosos e enormes, são maltratados e explorados por várias indústrias. A indústria do turismo os retira da ou os cria em cativeiro para usados em passeios de elefantes, zoológicos e circos para entretenimento, e também são empregados em indústrias como a exploração madeireira. Recentemente, um elefante no Sri Lanka entrou em colapso depois de trabalhar em excesso, um elefante bebê chamado Dumbo morreu depois de ser forçado a se apresentar mesmo estando doente, e muitos elefantes foram pegos pelas câmeras mostrando sinais de imensa angústia em uma atração turística com elefantes.

Os elefantes são animais selvagens cuja vida natural não consiste de nenhuma destas atividades que eles são forçados a fazer pelos humanos. A fim de conseguir que eles façam estas coisas, seus espíritos são quebrados e eles são constantemente ameaçados com bull hocks. Tudo isto para viverem em cativeiro, onde sua saúde mental e física se deteriora.

Quantos elefantes têm de sofrer e morrer antes que sejam finalmente deixados sozinhos na natureza e não mais mantidos em cativeiro? Esperançosamente, histórias como a de Bella, uma elefanta de 65 anos resgatada, trarão a consciência e levarão ao fim de tamanha crueldade.

A organização Wildlife SOS disse ao One Green Planet que, no início da semana passada, foi informada pelo Departamento Florestal de Uttar Pradesh sobre uma elefanta em profunda necessidade de ajuda em Sitapur, Índia. O Departamento explicou que a elefanta de 65 anos (muito velha para ainda ser forçada a trabalhar), “sofria de osteoartrite crônica dos membros traseiros e de solas dos pés podres por negligência grave e por andar em estradas de asfalto quentes”.

A equipe de veterinários da Wildlife SOS forneceu à elefanta doente tratamentos por 72 horas, e quando Bella estava apta a se levantar, a equipe a transportou para o Elephant Hospital em Mathura. Lá ela recebeu uma cama macia de lama e palha para descansar e submeter-se a exames veterinários adicionais.

O Escritório da Divisão Florestal de Sitapur tem tomado medidas legais contra as pessoas responsáveis por maltratarem a elefanta. Ela foi também confiscada deles antes do resgate. A Wildlife SOS disse ao One Green Planet: “Suspeita-se que a elefanta, identificada como uma fêmea de 65 anos, foi vendida para cativeiro como um animal novo e tem sido usada como um elefante de passeios em casamentos e procissões em Sitapur e para mendigar. A vida de um “elefante de passeios” é cheia de dor excruciante e trabalho com pouco ou nenhum acesso a atendimento de saúde, alimentos nutritivos e água fresca. Eles são treinados com o uso de lanças, correntes com cravos e bull hocks para incutir dor severa e medo a fim de quebrar o espírito do animal. Os elefantes trabalham até se acabarem, com pouco ou nenhuma consideração pelo seu bem-estar. Uma campanha específica foi lançada pela organização www.refusetoride.org para educar o público”.

Foto: Wildlife SOS

Você pode ajudar animais como Bella se nunca for a um passeio de elefantes quando viajar e informar a todos que você conheça a fazerem o mesmo. Você pode também assinar esta petição apelando às autoridades para proibirem esta prática cruel!

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Por Sharon Veja / Tradução de Fátima C G Maciel 

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: Os animais não existem para servir aos humanos e portanto qualquer imposição no sentido de explorar um animal para que trabalhe é um “excesso”,um abuso. Aliás, na legislação brasileira está previsto o crime de abuso, mas comumente ignorado pelo judiciário em nome dos “usos e costumes” e da ‘relevância econômica’ da exploração animal.

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