Elefantes são afastados de passeios no Forte Amber, na Índia

Elefantes são afastados de passeios no Forte Amber, na Índia
Forte Amber. Foto: D Mz/Pixabay

Uma das atrações da cidade de Amer, fica a 11 km de Jaipur, a capital do Rajastão, na Índia, e é onde está localizado o Forte Amber, uma fortaleza histórica do século XVI, de 1592. No topo de uma colina, tem vista para Jaipur e foi construído em arenito vermelho e mármore, e o opulento palácio tem quatro níveis, cada um com um pátio. O Forte tem estilo único, misturando a cultura muçulmana com a hindu. A atração também é conhecida como Amer Fort  é um dos 38 Patrimônios Mundiais da Índia reconhecidos pela Unesco.

Para chegar a esta atração, turistas usavam elefantes e a ONG Proteção Animal Mundial vinha, há anos, lutando para que os elefantes não transportassem turistas até o Forte Amber.

Agora a ONG está comemorando o afastamento dos elefantes desta atividade porque o Departamento Florestal de Rajasthan declarou que, por motivos médicos e morais, os vinte elefantes mais doentes e inaptos não devem mais ser usados para fins de entretenimento.

Veículo elétrico em Amer. Foto: Gajender Sharma

João Almeida, gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, disse que “estamos muito felizes com a notícia, mesmo que seja um passo gradual. Esses elefantes são cruelmente treinados e passam suas vidas andando em superfícies duras do Forte com o peso dos turistas nas costas, além de serem mantidos em condições inadequadas e controlados com muita violência”. Como alternativa para este trajeto, diz que ele pode “ser facilmente adaptado por veículos. Afinal, elefantes são animais silvestres – não artistas”, complementa.

A ONG conta com campanhas ativas em relação ao tema que visam eliminar gradualmente os passeios e tem pressionado as autoridades locais para que retirem os elefantes da região, não apenas por causa da crueldade envolvida, mas também porque muitos precisam de ajuda médica. De acordo com análises: dez elefantes têm tuberculose; 62 têm problemas de sangue; dezenove são cegos, a maioria está desnutrida e todos os 102 têm problemas nos pés.

Proteção Animal Mundial faz apelo a turistas e operadores de viagem para que assumam a responsabilidade e ponham fim à exploração de animais selvagens – menos procura significa menos sofrimento aos elefantes.

Forte: Now Boarding

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