Elefantinha que perdeu tudo ajuda outros órfãos a superar a dor

Elefantinha que perdeu tudo ajuda outros órfãos a superar a dor

Por Sarah V Schweig / Tradução de Luciane Sarti

Ninguém entende a tragédia tão bem quanto Mbegu – ou a força que pode resultar dela.

Quenia elefantinha perdeu tudo

Mbegu era apenas um filhote quando perdeu tudo.

Em maio de 2014, ocorreu um episódio violento entre pessoas e elefantes. Um elefante matou uma mulher em uma aldeia do Quênia e, por sua vez, foi baleado e morto. Deixada para trás durante a confusão, Mbegu se tornou alvo da comunidade revoltada e furiosa. Até mesmo as crianças começaram a atirar pedras.

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Na confusão, não seria possível reunir Mbegu com sua manada.

Finalmente, o gurpo Naibunga Conservancy intercedeu e a manteve a salvo enquanto o David Sheldrick Wildlife Trust (DSWT), organização de resgate e reabilitação de elefantes órfãos, enviava uma equipe de resgatistas para levar o filhote a um local seguro.

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Desde que se tornou residente do orfanato para elefantes do DSWT, Mbegu tem mostrado o quanto ainda é resiliente e amável. Ela não apenas criou um vínculo forte com seus cuidadores, que a estão criando para torná-la independente em seu habitat natural, como também assumiu o papel de “mini-matriarca” do bando de órfãos — cada um com seu único e doloroso passado.

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“Como uma das bebês mais adoráveis e atenciosas sob nossos cuidados, Mbegu é uma mini-matriarca em desenvolvimento e adora os filhotes mais novos”, conta Amie Alden, do DSWT, ao site The Dodo.

Mbegu também dá as próprias guloseimas aos órfãos mais novos.

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Ela chega a interferir quando há conflitos entre os pequenos. “Quando Rapa tentou empurrar Naseku e Ndotto durante o horário de visitação do público, Mbegu o afastou do grupo por algum tempo”, relatou Amie.

Entretanto, Mbegu sabe da importância das brincadeiras para os filhotes, que já passaram por mais situações difíceis em seus poucos anos de vida que muitos outros seres vivos durante uma vida inteira. “Ela ama brincar com os bebês, finge se esconder e depois foge como se estivesse com medo. É cômico ver quando ela corre do minúsculo Ndotto”, conta Amie.

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Quando os órfãos saem para brincar, Mbegu frequentemente acompanha e incentiva os filhotes que aparentam estar tristes ou frustrados, mostrando a eles como seguir com suas vidas. “Ela os recebe de forma calorosa e dá pancadinhas neles com sua tromba”, diz Amie.

Mbegu também é sempre a primeira a chafurdar na lama, conforme conta Amie.

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Graças ao amor que Mbegu conhece agora, a vida certamente está sorrindo para ela.

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Nos próximos anos, Mbegu terá idade suficiente para se mudar para um dos centros de reintegração do DSWT. Essa é a próxima etapa em sua jornada para se tornar uma elefanta livre e independente.

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Sua mãe ficaria orgulhosa.

Para apoiar o The David Sheldrick Wildlife Trust você pode fazer uma doação aqui:

Fonte: The Dodo

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