Em Campo Grande, crimes contra animais ficam impunes

Em Campo Grande, crimes contra animais ficam impunes

Assassinatos de animais acontecem todos os dias sem que as vítimas sejam identificadas e punidas pela justiça. É difícil precisar quem envenenou, ou praticou outro crime contra um animal.

A educação está intimamente ligada ao modo como os homens tratam a natureza. Difícil entender quando avançamos na educação e nos meios de comunicação. Livros, revistas, sites, todas as mídias relatam a crueldade humana contra a fauna e flora, e muitos não criaram a mentalidade de coexistência pacífica com o meio-ambiente. Nos tempos que a educação era de acesso restrito, e a comunicação com o mundo quase inacessível, a lida com animais e matas era sagrada.

O britânico e teólogo Andrew Linzey, da Oxford University, é diretor do departamento da universidade que cuida da ética animal e de um jornal que defende os direitos dos animais. Ele afirma: ““Quase todos os líderes [da Igreja Anglicana] são loquazes na defesa de políticas sociais, mas esquecem da violência da qual os animais são vítimas. Os cristãos pensam que apenas os homens são filhos de Deus porque foram feitos à semelhança dele”.

“Estamos espiritualmente cegos em nosso relacionamento com outras criaturas do planeta”, disse. “Tão cegos como já fomos em relação às mulheres, negros e gays”, concluiu Andrew Linzey.

Diversos assassínos em série praticaram algum tipo de violência contra animais durante a infância, fato constatado em diversos autores de crimes que marcaram a história.

O Monstro de Düsseldorf, Peter Kurten, alemão no início do século 20, foi culpado pela morte de mais de 50 homens, mulheres e crianças. O primeiro assassinato de Kurten foram dois garotos, afogados em um rio. O Monstro tinha apenas nove anos de idade. Torturava cães e fazia sexo com eles, enquanto os matava. Foi preso e guilhotinado em 1931.

No Brasil não existem números exatos sobre o morticínio de animais que vivem nos centros urbanos. Quando acontece o crime, geralmente os donos apenas se ‘desfazem’ do corpo em lugar ermo. O culpado poderá continuar à realizar os assassinatos silenciosos e covardes. Com o uso na maioria das vezes de pedaços de carne que contém veneno para ratos, encontrado facilmente no comercio.

O ‘chumbinho’ usado contra praga de lavouras, é um raticida proibido pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), proíbe a venda desse produto altamente tóxico. Ele provoca morte imediata do animal os (ratos), os demais membros da colônia notarão e não irão comer o alimento. O ideal são os venenos que matam os ratos de forma lenta. Mas no caso de cães e gatos, é sadismo humano.

Os donos de animais devem relatar assassinatos contra animais, seja os que vivem nas cidades ou nas matas. A impunidade gera confiança para mais crimes. Qualquer ato de maus-tratos envolvendo um animal deverá ser denunciado na Delegacia de Polícia. A Lei 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais) prevê os maus-tratos como crime de comina as penas. O decreto 24645/34 (Decreto de Getúlio Vargas) determina quais atitudes podem ser consideradas como maus-tratos. No Brasil, maltratar animais de qualquer espécie é considerado crime ambiental, segundo prevê o art. 32 da Lei nº 9.605, de 1998, com pena de detenção de três meses a um ano e multa.

Caso seu animal apresente salivação excessiva, vômito, diarréia, dor abdominal, contração muscular, nervosismo, convulsões, coma e odor de substância química no corpo, o enrole em um coberto e leve imediatamente ao veterinário, se possível com o produto ou alimento que tenha sido ingerido. Lavar a boca pode ajudar a diminuir a intoxicação.

Fonte: Portal i9

 

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