Em Poços de Caldas (MG), cão comunitário protegido pela lei 21.970 é recolhido pelo CCZ

O cão comunitário Grandão, castrado, vacinado e cuidado pela comunidade, vivia feliz há três anos no Cemitério da Saudade de Poços de Caldas (MG), até vir a triste sentença: remoção para o CCZ da cidade onde os protetores temem que ele morra de depressão. A decisão partiu da Vigilância Ambiental depois de denúncia que Grandão andava atacando alguns visitantes do cemitério mas, por outro lado, a Lei 21.970, do deputado Alencar da Silveira,  vigente no estado desde 2016, dita que animais comunitários sejam recolhidos pelo CCZ apenas para identificação e castração fazendo-se em seguida a devolução para o local de origem. A mesma lei proíbe a matança de animais em situação de rua.

Na verdade, Grandão é um cão manso que adotou o cemitério como sua casa depois que seu tutor morreu. Ele ficou cuidando do túmulo durante muito tempo, deita nele até hoje e passou a viver no local. Segundo os protetores locais, as poucas vezes em que Grandão avançou em pessoas foi porque o tentaram ameaçar com vassoura ou outro objeto enquanto limpavam túmulos. Mas Grandão nunca mordeu ninguém.  E ele ainda cumpre o papel de cão de guarda protegendo o cemitério de invasores no período noturno.

Nina e Lilica, que moram no cemitério e são igualmente castradas e cuidadas pelos funcionários e comunidade, também estão prestes a serem “expulsas do paraíso”. São cadelas mansas e podem ser oficializadas junto ao CCZ como “comunitárias” – mesmo procedimento do qual Grandão tem direito. Para isso, uma pessoa ou grupo precisa assinar um termo de responsabilidade, mas elas podem sim continuar livres.

Fonte: Gazeta

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