Empresa de refeições vegan instala-se em Portugal. Vai criar 600 empregos e abastecer a Europa

Empresa de refeições vegan instala-se em Portugal. Vai criar 600 empregos e abastecer a Europa

O investimento da Amy’s Kitchen anunciado para a Feiral será concretizado faseadamente, ao longo de cinco anos, devendo a primeira etapa do projecto implicar 37 milhões de euros e envolver a contratação de 160 pessoas.

Uma empresa norte-americana do sector alimentar vai instalar na Feira a sua primeira unidade externa, investindo 60 milhões de euros numa fábrica que irá criar 600 empregos e produzir para abastecimento à Europa, anunciou esta quinta-feira a autarquia.

Em causa está a Amy’s Kitchen, que, fundada em 1987 na Califórnia e empregando actualmente 1.600 funcionários, se especializou na confecção de refeições vegan pré-cozinhadas sem ingredientes geneticamente modificados e vinha há mais de um ano procurando uma localização na Europa para internacionalizar a sua actividade.

“Conseguimos atrair este investimento para a Feira graças a um trabalho de diplomacia económica que temos vindo a fazer sistematicamente ao longo dos últimos anos”, declarou à Lusa o presidente da Câmara da Feira, Emídio Sousa.

“Estamos muito satisfeitos, porque a fábrica representa 600 novos postos de trabalho directos e, além disso, vai obrigatoriamente gerar uma série de outros negócios na região, não apenas no que se refere a maquinaria, automação e à construção da própria unidade, mas também no que diz respeito ao transporte da produção, aos produtos agrícolas para confecção das refeições, etc.”, realça o autarca.

O investimento da Amy’s Kitchen anunciado para Portugal será concretizado faseadamente ao longo de cinco anos, devendo a primeira etapa do projecto implicar 37 milhões de euros e envolver a contratação de 160 pessoas.

Para o efeito, a empresa já adquiriu um terreno de 80.000 metros quadrados no Lusopark (a zona empresarial instalada junto ao centro de congressos Europarque) e as respectivas obras deverão arrancar “no prazo de seis a nove meses, para a fábrica começar a laborar em pleno em 2018”.

Depois disso, o objectivo é “abastecer toda a Europa com comida que se pode aquecer no micro-ondas, mas tem sempre a garantia de que é saudável e de qualidade”, garante Emídio Sousa.

Outra vantagem que o autarca reconhece assim ao projecto é que da comercialização dessas refeições resultará “uma dinâmica económica e empresarial que, a partir do concelho, irá afectar todo o mercado europeu e os seus consumidores”.

O projecto da Amy’s Kitchen a desenvolver em Portugal contou com o apoio da AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, e envolve comparticipação comunitária.

O respectivo contrato de financiamento será formalizado esta sexta-feira na cidade que acolhe a primeira unidade estrangeira da empresa, em cerimónia que deverá contar com a presença do primeiro-ministro.

Fonte: Renascença / mantida a grafia lusitana original

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