Empresa fabrica notas de 5 libras com gordura animal e causa revolta

Empresa fabrica notas de 5 libras com gordura animal e causa revolta
Foto: REUTERS/Dylan Martinez

Depois das notas de cinco libras, no Reino Unido, é a vez do dólar neozelandês gerar polémica. Esta terça-feira o Banco de Inglaterra apresentou a nova nota de cinco libras com a garantia de que é mais segura, menos propensa a falsificações e resistente à água.

Houve, porém, um pormenor que despertou a atenção dos vegetarianos e veganos, e não foi o retrato de Winston Churchill. Além dos componentes habituais, a nota de cinco libras contém vestígios de gordura animal.

A conta de Twitter do Banco de Inglaterra foi inundada com pedidos de esclarecimento por parte de cidadãos britânicos revoltados, e confirmou a situação.

O fabricante das notas garante que a percentagem é muito reduzida e será eliminada aos poucos, o que não evitou, no entanto, que um grupo de veganos e vegetarianos criasse uma petição para que a gordura animal seja removida das notas.

O protesto, que conta nesta altura com quase cem mil assinaturas, sublinha que o caso “é inaceitável para milhões de veganos, vegetarianos, hindus, Sikhs, jainistas entre outros” e exige a “retirada imediata” do componente.

A polémica não se esgota no Reino Unido. Tudo porque a Innovia Security, responsável pelo fabrico das cédulas bancárias de polímero que garantem a segurança das notas, também fornece a Nova Zelândia.

A Sociedade Vegan da Nova Zelândia, citada pela imprensa local, não esconde a revolta.

“Acho que ninguém gosta de saber que traz gordura animal na carteira. Lá porque somos vegans agora só podemos usar moedas?”, questionou Amanda Sorrenson.

A Innovia Security explicou ao Washington Post que as pequenas gotas de gordura animal ajudam as notas a deslizar melhor nas máquinas automáticas. As organizações de defesa dos animais garantem que existem alternativas vegetais e acusam a empresa de optar pela solução mais barata.

Mantida a grafia lusitana original.

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