Encontram armas, drogas e um altar de ritual no México; investigam se restos encontrados eram humanos

Encontram armas, drogas e um altar de ritual no México; investigam se restos encontrados eram humanos
Até o momento não há prisões vinculadas ao local. (Foto: FGJEM)

As autoridades do Estado do México descobriram um colete tático, bem como manchas de sangue e restos de ossos dos quais até agora não se sabe ao certo se são de origem humana ou animal, após uma busca realizada em Naucalpan numa propriedade anotada por supostos rituais de Santeria.

Foi no dia 9 de maio que algumas denúncias indicavam o local como um lugar de abuso de animais, presumivelmente para rituais, razão pela qual o local foi assegurado. Na segunda-feira, 13 de maio, a Procuradoria-Geral da República (FGJEM) da entidade informou sobre o que foi encontrado no local, após realizar buscas.

A casa revisada está localizada no bairro Benito Juárez de Naucalpan, número 207 da rua Hacienda de Echegaray Sur. Em ações recentes, os policiais uniformizados encontraram um colete com duas placas balísticas, um fuzil diabolo, uma réplica de arma curta e uma faca, além de possível apreensão de maconha.

Um altar de Santeria e manchas de sangue

 Parte do que foi encontrado pelas autoridades mexicanas. (Foto: FGJEM)
Parte do que foi encontrado pelas autoridades mexicanas. (Foto: FGJEM)

Em uma das salas do imóvel, os agentes do Ministério Público mexicano encontraram “um altar de Santeria onde haveria restos de ossos, possivelmente de animais e/ou humanos”, segundo o relatório oficial. Naquele local também foram encontradas manchas de sangue.

Porém, para saber se o que foi encontrado corresponde a restos humanos ou de animais, teremos de aguardar testes realizados por especialistas. No momento o local permanece sob proteção das autoridades.

Nas imagens partilhadas pelo FGJEM é possível ver o altar encontrado no local, na parede preta existem vários vestígios pretos, incluindo marcas de mãos, enquanto em outra parte do mesmo altar um móvel com vários recipientes cujo conteúdo é desconhecido .

Foi no dia 9 de maio que, após a segurança do local, foram resgatadas galinhas, frangos, codornizes, cabritos, cabras e uma galinha de Guinea. Na ocasião, as autoridades encontraram restos mortais de animais, que foram mortos em “atos rituais”.

O local continua sob proteção das autoridades. (Foto: @FiscaliaEdomex)
O local continua sob proteção das autoridades. (Foto: @FiscaliaEdomex)

Por sua vez, após o resgate dos animais, o Ministério Público mexicano informou que os exemplares resgatados foram levados para o abrigo “Nous Redac AC”. Além disso, o FGJEM detalhou que foram encontrados vivos no local 20 aves, 5 cabras e dois furões.

A Secretaria de Proteção Ambiental do Estado do México (Propaem) compartilhou algumas imagens do interior do local, sobre uma tela verde apareceu a legenda “ILE IFA AYE”, esta última identificada como uma expressão da religião iorubá que significa “casa da vida”.

Nenhuma prisão foi relatada após a descoberta do altar, armas e restos de animais no local. Porém, uma versão não oficial indica que em decorrência da descoberta foi capturado um sujeito identificado como César “G”, suposto santero que teria ameaçado os moradores da área.

 Aparentemente as atividades estariam ligadas à religião iorubá. (Foto: Propaem)
Aparentemente as atividades estariam ligadas à religião iorubá. (Foto: Propaem)

Maus-tratos a animais são punidos em diversas entidades do país

A Cidade do México e a Edomex são entidades nas quais o abuso de animais é algo sancionado por lei. Várias entidades como Zacatecas, Durango, Guerrero, Hidalgo, Jalisco, entre outras, também contemplam sanções contra pessoas que cometam este tipo de atos.

“Cometerá crime de maus-tratos a animais quem causar lesões dolosas a qualquer animal que não constitua praga, com a intenção ou não, de causar a sua morte e será punido com pena de seis meses a quatro anos de prisão e cento e cinquenta a trezentos dias de multa”, pode ler-se no decreto 289 publicado em agosto de 2021.

Por Luis Contreras / Tradução de Alice Wehrle Gomide

Fonte: Infobae