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Envio de 24 galgos para corridas em Macau bloqueado em aeroporto da Irlanda

Vinte e quatro galgos vendidos na Irlanda para corridas em Macau não foram transportados para o território devido às más condições em que se encontravam e na sequência de uma intervenção de ativistas que querem encerrar o canídromo da região.

“É uma grande vitória”, disse hoje à Lusa o presidente da Anima, organização de Macau que lançou uma campanha internacional, a que se aliaram associações de defesa dos animais de todo o mundo, para encerrar o Canídromo da região, onde se realizam polémicas corridas de cães.

A operar há 50 anos, o Canídromo de Macau viu a licença renovada em 2005, por dez anos, levantando-se expetativa de que a pista de corridas pudesse encerrar no final de 2015. No entanto, o Governo renovou a concessão por mais um ano, argumentando que não seria “justo” encerrar o espaço “de um dia para o outro”.

Em contagem decrescente para o fim do novo prazo, a Anima adotou a estratégia de bloquear o fornecimento de cães para Macau, conseguindo já que o principal fornecedor, a Austrália, deixasse de exportar cães, em dezembro.

A campanha focou-se, então, na Irlanda, um fornecedor inicialmente minoritário, mas que agora é essencial para o Canídromo. Depois de uma primeira remessa de nove animais “de amostra”, eram hoje esperados mais 24.

Albano Martins explicou que a campanha com organizações irlandesas e inglesas funcionou: no aeroporto de Manchester, a onde os cães chegaram de barco vindos da Irlanda e de onde partiriam para Macau num voo da Lufthansa, os animais foram recebidos por ativistas que chamaram a atenção para as condições de acondicionamento.

“O pessoal [do aeroporto] bloqueou, disseram que as condições para viajarem não eram adequadas. Os nove cães que chegaram vieram em embalagens iguais, [o que revela que] estão a ser mais rigorosos”, diz o presidente da Anima.

A Irlanda proibiu a exportação de cães para a China em 2011, mas a regra não abrange Macau. A campanha em curso argumenta que o Canídromo tem um registo “bem documentado e deplorável” no que toca às condições em que correm os galgos e à forma como são tratados, pedindo que deixem de ser enviados para Macau.

Albano Martins diz-se confiante que tal aconteça em breve, até porque circula, atualmente, na Irlanda, um trabalho televisivo australiano que mostra as condições do Canídromo e que teve um impacto significativo na opinião pública da Austrália.

Além disso, Albano Martins vai deslocar-se à Irlanda a 02 de junho, onde espera ser recebido pelo ministro da Agricultura, depois de uma petição para travar o envio de galgos para Macau ter reunido 350 mil assinaturas.

Segundo a Anima, o Canídromo de Macau precisa de adquirir novos cães frequentemente porque abate todos os animais que começam a apresentar ‘performances’ menos positivas, mesmo quando ainda são jovens e saudáveis.

Sem um programa de adoções e com espaço limitado, o Canídromo abate centenas de animais anualmente. De acordo com a Anima, entre 260 e 280 cães morreram no ano passado, alguns apenas um mês depois de chegarem à pista. Atualmente, há cerca de 720 galgos no Canídromo de Macau.

Fonte: Notícias ao Minuto / mantida a grafia lusitana original

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