Equo denuncia espetáculo infantil com animais

Equo denuncia espetáculo infantil com animais

A organização assegura que a atuação “Gorriti y sus animales” inclui uma festa popular com bezerros e briga de galos.

Tradução de Aline da Rocha Carneiro Gonçalves

Em San Sebastián, na Espanha, o partido ecologista Equo apresentou no dia 11 de julho uma denúncia administrativa ante o Conselho Provincial de Gipuzkoa contra o espetáculo infantil “Gorriti y sus animales”, apresentado pela empresa do mesmo nome, nos municípios de Usurbil e Ordizia.

Esta é a segunda denúncia por espetáculos com animais formalizada pela Equo em Gipuzkoa, o primeiro foi há um mês ante a acusação de uma briga de galos celebrada no bairro de Arroa Behea de Zestoa.

Segundo explica a Equo em uma nota, em sua denúncia ante o Conselho, esta solicitou que “seja verificado se a empresa tem realizado seus espetáculos com licenças municipais e estaduais pertinentes e todas as garantias de segurança para os menores”.

A organização esclarece que este espetáculo itinerante que recorre aos povos de Euskadi, La Rioja e Navarra consta de várias partes, entre as que se encontram “uma sokamoturra [festa popular] com bezerros muito pequenos soltos com um leitão ou filhote de javali para que estes sejam perseguido e capturados pelas crianças, além também de uma briga de galos”.

“Estes últimos são incitados a se atacarem uma e outra vez para depois retirar um dos exemplares e usá-lo como uma capa para provocar o outro”.

A respeito da sokamoturra para crianças, a Equo recorda que o Comitê dos Direitos da Criança da ONU fez um relatório em que se mostrava partidário da proibição de participação de menores nos festejos taurinos.

“Há 40 anos, quando esta empresa começou com seu espetáculo, não existiam as diferentes normativas de proteção animal, porém na atualidade sim”, aponta a formação ecologista, que por este motivo solicita às diferentes instituições públicas – Governo Vasco, conselhos estaduais e municipais – que “tomem medidas acerca do assunto e façam cumprir a lei”.

“Não podemos seguir fomentando a coisificação dos animais e seus maus-tratos, educando as crianças na falta de empatia por estes”, conclui.

Fonte: Cadena Ser

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