Erradicação de testes em animais com inteligência artificial

Erradicação de testes em animais com inteligência artificial

A cada ano, mais de cem milhões de animais, incluindo camundongos, ratos, rãs, cães, gatos, coelhos, hamsters, porquinhos da índia, macacos, peixes e pássaros, são mortos nos EUA apenas para fins de pesquisas biológicas em faculdades, treinamentos médicos, pesquisa e testes de produtos químicos, medicamentos, alimentos e cosméticos. Eles não são apenas mortos, mas torturados brutalmente com diferentes testes, envenenados, cegados, forçados a inalar toxinas ou gases venenosos e várias outras coisas.

As regras para testes em animais estipuladas pelo governo estão sendo violadas para nada mais que obtenção de fundos ou publicação de dados. Esses testes foram completamente proibidos em apenas quatro locais no mundo: União Europeia, Noruega, Israel e Índia. Recentemente, fez-se muitas tentativas para preservar os direitos dos animais nesse sentido e evitar a crueldade contra eles por meio de testes. Uma das tentativas é pelo uso de inteligência artificial. Uma pesquisa recente ajudou a dar mais um passo para substituir por completo os testes em animais, e a Inteligência Artificial está ajudando nisso.

Sobre a pesquisa

Esta nova pesquisa feita por uma equipe de quatro pessoas criou uma Inteligência Artificial que pode prever os resultados de nove testes diferentes e mais frequentes que os animais enfrentam. A pesquisa mostra resultados para nove perigos de saúde de dois tipos de Read-Across Structure Activity Relationships (RASARs – Relações de Interpolação Estrutura-Atividade):

  1. Simples
  2. Fusão de dados

A RASAR usa impressões digitais binárias e a Distância de Jaccard para definir similaridade química. Elas construíram uma grande matriz de adjacência de similaridade química a partir dessa métrica de similaridade e a usaram para derivar vetores de característica para aprendizado supervisionado. Com uma determinada lista de produtos químicos, ela prevê se um produto é tóxico ou não. Atualmente, ela pode prever isso para dezenas de milhares de produtos químicos. De acordo com a pesquisa, esses testes consumiram 57% de todos os animais para testes de segurança toxicológica na Europa em 2011.

A opinião da PETA sobre esta nova pesquisa

A fim de agregar mais valor à compreensão do impacto dos testes em animais, falamos com a Assessora de Políticas Científicas da PETA Índia, a Dra. Dipti Kapoor. A PETA Índia disse que modelos in silico ou computacionais para previsão de toxicidade são o futuro da pesquisa industrial e regulatória. Este método pode fornecer informações sobre o potencial nocivo de produtos químicos sem testes em animais e pode ajudar com a produção de dados para prever toxicidade e determinação de outros desfechos regulatórios.

“Com o desenvolvimento de programas altamente sensíveis e específicos que podem prever o funcionamento, caminhos adversos e reações baseadas em bancos de dados e programas similares de análise estrutural, pode-se salvar inúmeros animais. Esses métodos incluem bancos de dados para buscar dados toxicológicos, assim como relações quantitativas de estrutura-atividade, que podem identificar o potencial de risco, sem usar nenhum animal para o mesmo “, explicou ela.

Esta coelha recebeu produtos químicos nos olhos e na pele em testes cruéis de produtos num laboratório da Biosearch. Fonte: PETA Latino

Quando perguntados sobre como testes em animais podem ser substituídos para propósitos farmacêuticos e cosméticos, ela resumiu as colaborações da PETA Índia em um esforço para proibir testes em animais e preservar os direitos deles. A PETA trabalhou na substituição dos testes Draize, que envolvem coelhos vivos, como um comitê especial nomeado pelo Controlador Geral de Drogas da Índia, e fez com que fossem substituídos por métodos de teste in vitro ou ex vivo validados pela OECD (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Futuro brilhante para todos

É surpreendente que, com tal avanço constante na tecnologia atual, animais ainda sejam torturados com severidade para tais necessidades, mesmo a ponto de arriscarem suas vidas por nós. Além disso, uma pesquisa também mostrou que a experimentação animal supera os benefícios potenciais para os seres humanos, o que também leva a danos aos humanos por meio de estudos de segurança enganosos. Portanto, esses testes não são muito confiáveis para nós também.

Pesquisadores promissores como estes acendem uma luz de esperança para os animais, para que eles não sejam submetidos a testes cruéis. A pesquisa retrata que usar Big Data, uma ferramenta muito mais poderosa que os testes em animais, pode prever riscos em diversas indústrias. Isso dá esperança para muitos amantes dos animais e ajudaria a reter os direitos dos animais. Se a Inteligência Artificial pudesse assumir totalmente o papel dos testes em animais, poderíamos salvar muitas vidas.

Por Disha Misal / Tradução de Alda Lima 

Fonte: Analytics India Magazine

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